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Situação Atual da Seca no Semiárido e Impactos – Agosto de 2017

 Avaliação das condições de seca de acordo com o índice Integrado de Seca  (IIS) 

A avaliação do IIS para o mês de agosto indica condições de Seca Extrema e de Seca Severa em 16 municípios, inseridos nos Estados de Piauí, Bahia, Ceará e norte de Minas Gerais. Em relação ao mês anterior (julho), houve uma redução de 90% no número de municípios em condição de secas extrema e severa.

  • AL
  • SE 
  • MA
  • CE
  • RN 
  • PE
  • PB
  • BA 
  • ES
  • MG
  • PI
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O índice Integrado de Seca (IIS) é uma combinação (média geométrica) das informações provenientes do índice de Suprimento de Água para a Vegetação (VSWI), o qual é calculado a partir de dados de sensoriamento remoto, e do Percentil de precipitação, que é calculado a partir de dados observacionais de chuva. O índice VSWI é derivado de dados de NDVI e temperatura do dossel, oriundos do sensor MODIS a bordo dos satélites AQUA e TERRA – resolução de 1 km.  O índice indica condição de seca quando o valor do NDVI (índice de vegetação) é baixo (o que indica baixa atividade fotossintética) e a temperatura da vegetação é alta (indicando estresse hídrico). Por sua vez, o percentil é usado como forma de classificar o status de cada município, segundo o montante de precipitação recebido. São consideradas as seguintes classificações: Seca extrema (precipitação abaixo do percentil 5); Seca severa (precipitação entre os percentis 5 e 15); Seca moderada (precipitação entre os percentis 15 e 35); Seca fraca (precipitação entre os percentis 35 e 50).

 Duração da Seca

A seca, recorrente em grande parte do Semiárido do Brasil, perdura por mais quinze meses, em porções do leste do Estado da Bahia, norte dos Estados de Piauí e do Ceará e leste dos Estados do Rio Grande do Norte e Paraíba. Ressalta-se que a estação chuvosa ainda não começou na região, como pode ser observado no mapa de quadras chuvosas. (Link figura).
Em alguns pontos isolados no norte do Estado do Piauí, centro dos Estados do Ceará e de Pernambuco, a seca vigente já dura por mais de vinte e um meses (áreas em vermelho).

A definição do evento de seca utilizada estabelece o início da seca quando o Índice de Precipitação Padronizada (SPI) indica valores inferiores a -1 por pelo menos dois meses consecutivos (Spinoni et al., 2014, 2015).  O término do evento de seca ocorre quando o SPI retorna a valores positivos. O evento de seca é determinado, dessa forma, a partir dos seus meses de início e de término; logo, a duração de um evento de seca é determinada pelo número de meses entre o mês de início e o de término. Fonte do SPI: CPTEC/INPE.

Índice VSWI: Porcentagem do município impactado pela seca (áreas de pastagens e agrícolas) no mês de agosto de 2017 

Em relação ao mês anterior (julho), os impactos da seca em áreas de atividades agrícolas e/ou pastagens se mantiveram constantes. De acordo com o índice VSWI, 312 municípios apresentaram pelo menos 50% de suas áreas impactadas no mês de agosto de 2017. As áreas impactadas pela seca somam cerca de 1 milhão de hectares (Tabela 1).

Considerando apenas as regiões em que o calendário de plantio teve inicio entre os meses de abril a junho, e, portanto, o ciclo fenológico da cultura agrícola pode ainda estar em curso, as áreas de possível impacto na produção agrícola se concentram principalmente na porção leste da Bahia.

Tabela 1. Avaliação da Extensão dos Impactos da seca nas regiões com calendário de plantio vigente.

UF Número de Municípios com mais de 50% de área impactada Área Impactada (ha) Número de Estabelecimentos de Agricultura Familiar Impactados
BA 32 1.340.412,82 53.498
CE
PI
PB
AL
RN
MA
SE
ES
PE
MG
TOTAL 32 1.340.412,82 53.498

 Influencias climáticas na escala sub-sazonal a sazonal

Na escala sazonal, o cenário climático atual é de neutralidade em relação aos fenômenos El Niño ou La Niña (ENOS). As maiores chances são de que este cenário permaneça até o final de 2017. A próxima estação chuvosa (MJJ) deve ser influenciada pela condição do Oceano Atlântico Tropical Sul, que tem mostrado uma ligeira tendência de resfriamento nos últimos meses, muito embora a temperatura se encontre em patamares relativamente normais. A previsão climática sazonal de chuva (MCTIC) para SON/2017 indica que é mais provável que os totais de chuva se mantenham dentro dos limiares normais para este trimestre. Da mesma forma, a previsão de chuva em escala de médio prazo (próximas 2 semanas) na Zona da Mata indica um panorama de normalidade.

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