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Pluviômetros Automáticos

O projeto “Pluviômetros Automáticos” tem como objetivo ampliar e complementar a rede de monitoramento pluviométrico no Brasil, para subsidiar a emissão de alertas de desastres naturais, os quais contribuem para a  redução de danos e perdas humanas.

As características dos pluviômetros automáticos, que compõem a Rede de Monitoramento Ambiental do Cemaden, foram definidas com o propósito de medir a quantidade e a intensidade das chuvas que possam deflagrar deslizamentos de terra, inundações e enxurradas.

Os dados desta rede são relevantes para o acompanhamento das chuvas, em tempo real, pelos profissionais da Sala de Situação do Centro, que, juntamente com outras informações, auxiliam na análise de cenários de risco de desastres naturais e, consequentemente, na decisão pela emissão de diferentes níveis de alerta. Além disso, os dados também são relevantes como variáveis de entrada em modelos hidrológicos e geodinâmicos utilizados para a previsão de vazão – nível do rio e fator de segurança para estabilidade de encostas, estes essenciais para a análise de risco de inundações, enxurradas e deslizamentos de terra.

A definição dos locais de instalação de cada equipamento da rede de pluviômetros automáticos foi feita considerando-se as seguintes premissas:

  • A inserção do município na lista de 821 municípios considerados prioritários para gestão de risco de desastres naturais no âmbito do Plano Nacional de Gestão de Riscos e Respostas a Desastres.
  • A inserção do município na lista de municípios monitorados pelo Cemaden, a qual incluiu adicionalmente municípios que dispunham de áreas de riscos mapeadas o estudo das demandas de instrumentação realizado em campo por consultores especializados.
  • As demandas registradas voluntariamente pelos municípios por meio de agentes de Defesa Civil e demais interessados.
  • O mapeamento das áreas de risco realizado por parceiros interinstitucionais.
  • A cobertura de sinal GPRS.
  • A disponibilidade de espaço físico adequado para instalação do equipamento, normalmente cedido por uma instituição parceira em local público municipal ou estadual.
  • O histórico de desastres naturais no município registrado pelo Atlas de Desastres Naturais e pelo sistema S2ID.
  • Dados censitários dos municípios.

O projeto instalou pluviômetros automáticos em locais próximos a áreas de risco de desastres naturais, tendo sido estabelecido parcerias formais com Instituições e Entidades que abrigaram os equipamentos. As entidades responsáveis pela salvaguarda dos equipamentos formam uma importante rede nacional de colaboração para a redução de riscos de desastres, em conjunto com órgãos governamentais.

Os dados utilizados para a identificação de riscos de desastres naturais precisam ser confiáveis e com disponibilidade instantânea. Dessa forma, os pluviômetros automáticos se conectam aos servidores do Cemaden e transmitem dados dos acumulados de chuva, em milímetros, a cada 10 minutos, sendo, então, processados e disponibilizados para a Sala de Situação do CEMADEN em plataforma especializada desenvolvida pelo Centro. Por outro lado, caso não esteja chovendo, o pluviômetro se conectará apenas uma vez a cada hora, enviando o acumulado de 0 milímetro dos últimos 60 minutos.

Os dados gerados pelos pluviômetros automáticos estão disponíveis para a sociedade através do Mapa Interativo, acessível pelo website do Cemaden (www.cemaden.gov.br/mapainterativo). O Mapa Interativo apresenta os ícones de cada equipamento, conforme sua localização, com um rótulo do acumulado pluviométrico das últimas 24 horas. Cada ícone conduz o usuário aos gráficos individuais do equipamento. É possível fazer o download da série histórica de dados dos equipamentos, ou período de interesse, para posterior manipulação dos dados conforme as diferentes necessidades.

Os dados disponibilizados via Mapa Interativo são brutos, ou seja, não passaram por nenhum tratamento; logo, pode haver inconsistências neles. Em complemento, todos os dados do Cemaden/MCTIC são disponibilizados em horário UTC. O Brasil está a oeste do meridiano de Greenwich, ou seja, os horários no Brasil são impactados após terem sido impactados em Londres, por exemplo. Logo, considerando que os dados meteorológicos são apresentados em horário UTC, é necessário subtrair a diferença para se conhecer o horário local. No caso do Brasil, essa diferença se altera conforme o fuso horário e a vigência do horário de verão. Para as regiões onde se segue o horário de Brasília e o horário de verão não está vigente, é necessário diminuir 3 horas no horário UTC. No período em que o horário de verão está vigente (em que adiantamos em 1 hora os relógios), nos aproximamos do horário UTC, e a diferença que deve ser subtraída passa a ser de apenas 2 horas.

Como em toda rede observacional, a rede de pluviometria automática é sujeita a falhas e/ou danos nos equipamentos, comprometendo a qualidade da série de dados. Visando minimizar esses impactos, o Cemaden desenvolveu um sistema que controla a atividade da rede, identificando falhas e filtrando os dados gerados por equipamentos defeituosos. São realizadas manutenções preventivas e corretivas, conforme cronogramas estabelecidos anualmente.

Registra-se que usuários dos dados da rede de monitoramento de chuvas deverá mencionar a FONTE dos DADOS, como seja, DADOS DA REDE DE MONITORAMENTO DE DESASTRES NATURAIS DO CEMADEN/MCTIC todas as vezes que usar os dados do Centro.