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Plataforma de monitoramento identificará imóveis rurais, áreas protegidas e acesso aos focos de queimadas e incêndios florestais da Amazônia

A primeira versão da Plataforma de Monitoramento de Queimadas e Incêndios Florestais para a região da tríplice fronteira abrangendo o Brasil, Peru e Bolívia, já se encontra disponibilizada na internet, desde o dia 6 de setembro de 2019. É considerada uma importante ferramenta para dar suporte às ações de planejamento e tomada de decisão local, frente à crise provocada pelos incêndios florestais, enfrentada, neste ano, na Amazônia.

A plataforma permite realizar novas análises, como, por exemplo, a identificação de imóveis rurais e áreas protegidas, onde estão ocorrendo queimadas e incêndios florestais, a distância entre estas ocorrências e as escolas/postos de saúde, além de informar as principais vias, como estradas e rios, que possibilitem chegar aos pontos de ocorrências. Também estão disponibilizados dados de alertas de áreas queimadas, produzidos pelo projeto Acre-Queimadas (CNPq processo: 442650/2018-3) liderado pela pesquisadora Sonaira Silva da UFAC, que também colabora com esta iniciativa.

Um tutorial passo a passo para utilização da Plataforma está disponível em:

https://www.treeslab.org/products.html

E a Plataforma de Monitoramento de Queimadas e Incêndios Florestais pode ser acessada pelo link:

http://www.terrama2.dpi.inpe.br/acre/monitor

O projeto é desenvolvido pelos pesquisadores do Cemaden, Liana Anderson e João dos Reis, e conta, também, com a colaboração de pesquisadores de outras instituições, como do INPE, UFAC, Woods Hole Research Center e as instituições Secretaria do Meio Ambiente do Acre, Herência da Bolívia, CINCIA e Conservación Internacional do Perú, sendo parte das ações do projeto de Pesquisa MAP-Fire (https://www.treeslab.org/map-fire.html, financiado pelo Inter-American Institute for Global Change Research (IAI) – processo: SGP-HW 016).

A denominação do Projeto MAP-Fire, além de se referir ao mapeamento dos focos de queimadas e incêndios florestais, também faz alusão à primeira letra dos nomes das regiões que estão sendo mapeadas em cada país: Madre de Diós (Peru), Acre (Brasil) e Pando (Bolívia). O objetivo é minimizar os impactos transfronteiriços socioambientais da Amazônia e a sua adaptação às mudanças climáticas na região.

A ferramenta desenvolvida para monitorar queimadas e incêndios florestais representa um aprimoramento do Sistema de Monitoramento da Unidade de Situação, que é mantido pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) do Estado do Acre desde 2013.

“Este é um grande passo para trabalharmos ações, não só de reforço e aplicação da lei, mas também para pensarmos em estratégias junto às comunidades e órgãos locais, que buscam soluções para evitar o uso do fogo e impedir que estas queimadas se tornem incêndios florestais”, afirma a pesquisadora do Cemaden, Liana Anderson.

A pesquisadora ainda recorda que em um estudo recente realizado por ela e equipe, puderam estimar uma perda econômica anual na ordem de 16 milhões de dólares para o Estado do Acre, devido aos seus recorrentes eventos de queimadas.

O pesquisador do Cemaden, João dos Reis, que coordena o desenvolvimento da Plataforma no Cemaden, informou que o próximo passo é acoplar à plataforma os dados de qualidade do ar, que hoje são coletados por diversos sensores adquiridos pelo Ministério Público do Estado do Acre, que abrangem a coleta de informações em toda a extensão do Estado do Acre. “Este conjunto de informações sobre queimadas e qualidade do ar ajudará os órgãos regionais a adotar estratégias de mitigação dos efeitos destes eventos”, afirma o pesquisador. 

Fonte: Ascom/Cemaden

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