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Pesquisadores e gestores municipais discutem políticas urbanas para reduzir impactos dos eventos extremos nas cidades

Abertura do Workshop Internacional “Mobilização para Ordenação e Viabilização de Espaços Urbanos Resilientes”,  pelo diretor do Cemaden, Osvaldo de Moraes, com a  presença do prefeito de São José dos Campos, Felicio Ramuth, da coordenadora estadual de Defesa Civil, Cel. PM Helena dos Santos Reis e autoridades locais.(Foto: Charles de Moura/PMSJC)

 

O planejamento urbano e a necessidade de inclusão de ações integradas para prevenção e redução dos riscos de desastres nas cidades são as diretrizes para minimizar os impactos e danos provocados pelos eventos extremos. Este foi o resultado das discussões entre pesquisadores nacionais e internacionais, gestores públicos municipais e estaduais, além da sociedade em geral, no final do Workshop  Mover – Mobilização para Ordenação e Viabilização de Espaços Urbanos Resilientes, encontro realizado em São José dos Campos (SP).

O evento reuniu cerca de 150 participantes, com programação de três dias. Além de palestras internacionais, foram organizados grupos de trabalho (GTs) para apresentar trabalhos científicos e elaborar propostas de ações e diretrizes para planos municipais. As discussões tiveram o objetivo de aprimorar a capacidade de resposta e a viabilização de espaços urbanos resilientes.

Foram discutidos, também, os planos de ação adequados às diferentes realidades, a partir de interações das comunidades com autoridades locais, municipais e estaduais. Ao final, concluiu-se que a intensidade dos fenômenos climáticos em áreas urbanas demanda implementação de ações de planejamento integradas aos sistemas de prevenção e alerta de desastres.

Na programação, foi realizado o seminário internacional, com a participação de pesquisadores convidados da Griffith Universidade (Austrália), da Pontifícia Universidade Católica e Centro Ceres (Chile) e da Defesa Civil de Dublin (Irlanda).

 Discussões e abordagens sobre clima e eventos extremos

(Foto – Dallison/Cemaden)

 

Durante o workshop,  o coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento do Cemaden, José Marengo, apontou importantes aspectos decorrentes da variabilidade climática e da mudança do clima no Estado de São Paulo, entre eles o aumento da temperatura. Essas variabilidades climáticas podem estar diretamente relacionadas às mudanças na paisagem (uso do solo), conforme salientado pela pesquisadora Roxana Lebuy, do Centro Ceres do Chile.

Segundo a pesquisadora do Cemaden e organizadora do evento, Andrea Young, as variabilidades em áreas urbanas são causadas pelo processo de urbanização, desmatamento progressivo e a intensificação do fenômeno de ilhas de calor.

Para a secretária-chefe da Casa Militar e Coordenadora Estadual de Defesa Civil, Cel. PM Helena dos Santos Reis,  essas questões vêm sendo priorizadas no programa Cidades Resilientes da ONU. Ela explicou que o Estado de São Paulo abriga atualmente 645 municípios, com um contingente populacional de  cerca de 44 milhões de habitantes, conforme dados da Fundação SEADE – portal de estatísticas do estado. A coordenadora estadual destacou que mais de 96% da população total vive em áreas urbanas e apenas 4% em áreas rurais.

No encontro, foram discutidos os alinhamentos necessários para a incorporação de uma “Agenda Urbana”, que represente claramente um processo de governança estruturada, conforme salientado pelo pesquisador Timothy Cadman, da Griffith Universidade da Austrália. Essa agenda deve estar ligada a medidas de adaptação e resiliência, devidamente incorporadas aos princípios de planejamento urbano, como salientou o CDO James McConnell , da Defesa Civil da Irlanda.

Uma das conclusões do workshop refere-se ao consenso de que as políticas urbanas devem estar voltadas para a implantação de um conjunto de diretrizes e ações para a prevenção de desastres. Essas medidas devem resultar, simultaneamente, na diminuição das emissões de gases de efeito estufa (GEE). Com a execução de ações efetivas, poderão ser minimizados os impactos negativos, visando reduzir os danos urbanos causados por eventos extremos.

Assinatura do pacto global pelo clima e energia

Durante o evento, o prefeito de São José dos Campos, Felicio Ramuth,  assinou o “Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e Energia”, acordo que inicia uma das maiores colaborações entre cidades em todo o mundo. Com isso, o município passou a ser signatário deste pacto internacional, coordenado pelo ICLEI (Local Governements for Sustainability). A assinatura do pacto contou com a presença e o apoio de autoridades como a secretária de Estado de Defesa Civil, Cel. Helena do Reis, e dos secretários municipais Marcelo Manara (Urbanismo e Sustentabilidade) e Antero Beraldo (Proteção ao Cidadão). Participaram da cerimônia de assinatura  representantes do setor de Pesquisa e Desenvolvimento do Cemaden, da Universidade Federal do ABC e das prefeituras paulistas de São Paulo, Campinas, Sorocaba e Santo André.

A iniciativa do workshop internacional foi realizada pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden)- unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC)-  e pela Prefeitura de São José dos Campos(SP), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas – Fase 2.

(Fonte: Ascom-Cemaden)

(Foto: Charles de Moura/PMSJC)

 

Foto- Dallison/Cemaden

 

Foto: Dallison/Cemaden
Foto: Dallison/Cemaden)

 

Foto; Dallison/Cemaden

Foto: Dallison/Cemaden

Foto: Dallison/Cemaden

 

Foto: Dallison/Cemaden

 

Foto: Dallison/Cemaden

 

Foto: Dallison/Cemaden

 

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