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Estudo multidisciplinar do Cemaden analisa como lidar com dados e informações para os sistemas de alerta de riscos de desastres

Um estudo multidisciplinar sobre os desafios para a governança de dados e informações nos quatro eixos dos sistemas de alerta de risco de desastres, elaborado por pesquisadores e tecnologistas do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) -unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI – foi publicado em um dos capítulos do livro Direito Ambiental e Geografia -2020, que será lançado neste sábado (07), pelo Instituto de Direito do Planeta Verde.

Com o título “A governança dos dados no sistema de alerta de riscos de desastres associados a inundações e deslizamentos”, o capítulo faz descrição e análise das práticas de diferentes instituições em torno dos dados e informações sobre conhecimento de risco, monitoramento, comunicação e capacidade de resposta, considerados os quatro eixos dos sistemas de alerta de desastres.

Os autores e autoras do trabalho são de diversas áreas de conhecimento como Hidrologia, Meteorologia, Geodinâmica, análise de Vulnerabilidade, Geografia, Sociologia, Engenharia e Ciência da Computação. Trabalham em diferentes setores do Cemaden, como pesquisadores,  tecnologistas do setor de desenvolvimento e tecnologistas da sala de monitoramento.

“Tanto nos setores do Cemaden, como na cadeia de atores e organizações que compõem um sistema de alerta em diversas escalas espaciais, as relações são mediadas pelos dados, informações e conhecimento”, informa o coordenador do estudo, Victor Marchezini, pesquisador do Cemaden, ressaltando que esses três elementos não são sinônimos.

“Dados podem ser qualitativos e quantitativos, mas precisam ser coletados, processados, arranjados de forma compreensível, a fim de serem analisados e interpretados e se tornarem informação. Já a informação torna-se conhecimento, quando abordada em determinado contexto, podendo, ainda, ser utilizada na formulação de previsões”, afirma Adriano Mota Ferreira, doutorando do Programa de Pós-Graduação em Desastres (ICT/Unesp-Cemaden), um dos coautores do estudo. Para o jovem pesquisador, torna-se fundamental não apenas o registro de dados e informações, mas também a localização,  transformando-os no que entendemos por informação geográfica ou geoinformação.

O uso da geoinformação foi identificada em três dos quatro eixos do alerta: conhecimento do risco, monitoramento e comunicação de riscos. Nesses eixos do alerta foram mapeados não só os tipos de dados, informações e conhecimento que circulam no sistema de alerta, assim como as organizações e atores que estão entremeados nesse arranjo. “Torna-se importante discutir e pensar nas formas de governança de dados, isto é, nos mecanismos formais e informais que regulam as interações entre dados, informações e conhecimentos entre atores estatais e não-estatais que compõem um sistema de alerta de risco de desastres”, afirma Marchezini.

O trabalho conclui com algumas diretrizes e propostas para o aperfeiçoamento de como lidar com os dados e transformar esses dados e informações em conhecimento aplicado à Redução de Risco de Desastres (RRD).

O capítulo “A governança dos dados no sistema de alerta de riscos de desastres associados a inundações e deslizamentos”, do livro Direito Ambiental e Geografia -2020, da Editora Lumen Juris, pode ser acessado no endereço:

https://lumenjuris.com.br/DynamicItems/Catalog/905e759e-86d5-4fb1-ba70-ca42d87e40bfDireito_Ambiental_e_Geografia_W65.pdf

Fonte: Ascom/Cemaden

 

 

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