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Situação da Seca no Semiárido e Impactos – Julho de 2019

Sumário

De acordo com o Índice Integrado de seca (IIS) para o mês de julho, foi registrado o aumento das condições de secas, principalmente no Ceará e Rio Grande do Norte. Segundo o IIS, 235 municípios estão classificados com condição de seca moderada, esses municípios somam cerca de 3,9 milhões de pessoas. Considerando apenas a informação por satélite (índice VSWI), 49 municípios apresentaram pelo menos 75% de suas áreas de uso impactadas. De acordo com os dados da rede observacional do Cemaden, houve pouca alteração na água disponível no solo em relação ao mês anterior, com destaque para valores baixos indicativos de stress hídrico em algumas microrregiões no nordeste da Bahia.

O recente episódio de El Niño fraco terminou. As previsões sazonais apontam que este estado neutro se manterá durante o período que caracteriza o início da estação chuvosa no sul do semiárido (Set-Out-Nov/2019). As previsões sazonais de chuva do IRI/NOAA e CPTEC/INMET/FUNCEME discordam nas previsões de chuva para o sul do semiárido, ambas válidas para o trimestre Ago-Set-Out/2019. A primeira indica chuvas abaixo da média, enquanto que a segunda um panorama oposto (chuvas acima da média), no setor sul do semiárido. O sistema Global Forecast System (NOAA/NWS), iniciado em 20-AGO-2019, prevê para as próximas duas semanas que a chuva deva permanecer em patamares normais, o que significa pouca ou nenhuma chuva nesta época do ano no sul do semiárido. As previsões experimentais do IRI para além de 15 dias mostram uma tendência para permanência de chuvas abaixo da média, entre o final de agosto e início de setembro de 2019.

1) Índice Integrado de Seca (IIS) – Julho de 2019 

A avaliação do IIS para o mês de julho em relação ao mês anterior (junho):

  • Seca Fraca:aumento de 254 para 327 municípios.
  • Seca Moderada:redução de 278 para 232 municípios.
  • Seca Severa:redução 26 para 3 municípios.
  • Seca Extrema:manteve 16 para 0 município.
  • Seca Excepcional:manteve 0 município.
  • AL
  • SE 
  • MA
  • CE
  • RN 
  • PE
  • PB
  • BA 
  • ES
  • MG
  • PI
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O índice Integrado de Seca (IIS) é uma combinação (média geométrica) das informações provenientes do índice de Suprimento de Água para a Vegetação (VSWI), o qual é calculado a partir de dados de sensoriamento remoto, e do Percentil de precipitação, que é calculado a partir de dados observacionais de chuva. O índice VSWI é derivado de dados de NDVI e temperatura do dossel, oriundos do sensor MODIS a bordo dos satélites AQUA e TERRA – resolução de 1 km. O índice indica condição de seca quando o valor do NDVI (índice de vegetação) é baixo (o que indica baixa atividade fotossintética) e a temperatura da vegetação é alta (indicando estresse hídrico). Por sua vez, o percentil é usado como forma de classificar o status de cada município, segundo o montante de precipitação recebido. São consideradas as seguintes classificações: Seca extrema (precipitação abaixo do percentil 5); Seca severa (precipitação entre os percentis 5 e 10); Seca moderada (precipitação entre os percentis 10 e 30); Seca fraca (precipitação entre os percentis 30 e 50).
 

2) Avaliação por satélite das áreas mais Impactadas 

Os impactos da seca em áreas de atividades agrícolas e/ou pastagens foram registrados para os estados da Bahia (9), Minas Gerais (11), Paraíba (10), Pernambuco (2), Piauí (2) e Rio Grande do Norte (15). De acordo com o índice VSWI, 49 municípios apresentaram pelo menos 75% de suas áreas de uso impactadas no mês de julho, número inferior ao mês anterior (87).  É importante ressaltar que a parte leste, litoral do nordeste, da Bahia ao Rio Grande do Norte, o do calendário agrícola é compreendido entre os meses de abril e julho, sendo, portanto, importante o monitoramento das condições de umidade do solo a para essas regiões, embora esteja no fim do período.

3) Levantamento de propriedades rurais localizadas nos municípios com mais de 75% de área em condição de seca

Destaca-se que os estados da Baia, Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Norte, são os que apresentaram os maiores números de propriedades com mais de 75% de área impactada. Dentre os três estados, a Paraíba é a que possuí o menor percentual de minifúndio (80,14%) e a Bahia o maior (96,37%).  Algumas das propriedades com mais de 75% de área impactada dos estados da Paraíba e do rio Grande do Norte estão no período do calendário agrícola.

4) Água disponível no solo – média por microrregiões em Julho de 2019

Perdas na produtividade agrícola podem ocorrer devido a períodos prolongados de seca e baixos valores de água disponível no solo, especificamente valores abaixo de 0,4, representados no mapa pelas cores vermelho, laranja e amarelo. A água disponível no solo foi calculada utilizando-se de medidas de umidade do solo em 20 cm, normalizadas para o intervalo entre o ponto de murcha permanente e a saturação. A escala numérica e de cores se refere a proporção de água disponível no solo. Nessa figura são mostradas apenas as microrregiões que estão atualmente em um período chuvoso (quadra chuvosa). Atualmente é considerada a quadra chuvosa AMJJ (abril a julho).

O padrão observado para julho de 2019 sofreu poucas alterações em relação ao mês anterior. Destacam-se microrregiões no nordeste da Bahia com valores de água no solo associados a stress hídrico, ou seja, abaixo de 0.4, que na figura são representados por tons de marrom a amarelo. Microrregiões nos estados de Pernambuco, Paraíba e Natal apresentam valores próximos da saturação, assim como algumas microrregiões no interior da Bahia.

A água disponível no solo é calculada utilizando-se da metodologia do Índice de Umidade do Solo (SMI, na sigla em inglês). Esse índice é calculado subtraindo-se o valor do ponto de murcha permanente (PMP) da umidade do solo volumétrica e dividindo-se esse valor pela diferença entre a capacidade de campo e o PMP Os valores de SMI mostrados aqui são calculados com a umidade do solo medida a 20 cm de profundidade. Essa normalização da umidade do solo resulta na fração da água disponível para extração por raízes, porém abaixo da saturação. Valores de SMI abaixo de 0,4, ou 40% da água disponível, são reconhecidos como condições de início do estresse hídrico, com possíveis danos ao desenvolvimento vegetativo e perda de produtividade.
 

5) Influências climáticas na escala sub-sazonal a sazonal

Perdas na produtividade agrícola podem ocorrer devido a períodos prolongados de seca e baixos valores de água disponível no solo, especificamente valores abaixo de 0,4, representados no mapa pelas cores vermelho, laranja e amarelo. A água disponível no solo foi calculada utilizando-se de medidas de umidade do solo em 20 cm, normalizadas para o intervalo entre o ponto de murcha permanente e a saturação. A escala numérica e de cores se refere a proporção de água disponível no solo. Nessa figura são mostradas apenas as microrregiões que estão atualmente em um período chuvoso (quadra chuvosa). Atualmente é considerada a quadra chuvosa AMJJ (abril a julho).

O padrão observado para julho de 2019 sofreu poucas alterações em relação ao mês anterior. Destacam-se microrregiões no nordeste da Bahia com valores de água no solo associados a stress hídrico, ou seja, abaixo de 0.4, que na figura são representados por tons de marrom a amarelo. Microrregiões nos estados de Pernambuco, Paraíba e Natal apresentam valores próximos da saturação, assim como algumas microrregiões no interior da Bahia.

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REGISTRO DE IMPACTOS: Gostaria de contribuir registrando ocorrência de eventos de secas no seu município?  Sua informação é bem-vinda,  mesmo  ocorrências  de pequenos impactos são de extrema importância para avaliar a qualidade do monitoramento e avaliação de secas do Cemaden. Por gentileza, preencha o breve questionário no link: REGISTRO DE IMPACTOS DE SECAS 

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