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Primeiro Sistema de Controle de Órbita e Atitude de satélites desenvolvido no Brasil será utilizado para monitoramento do Cemaden

Quatro meses após a assinatura do Protocolo de Intenções entre o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e a Visiona Tecnologia Espacial – com o objetivo de desenvolver tecnologias para monitoramento e emissão de alertas de risco de desastres geo-hidrológicos, utilizando sistemas e sensores de satélites de observação da Terra – foi anunciada pela Visiona a conclusão da primeira etapa do acordo: o desenvolvimento do Sistema de Controle de Órbita e Atitude de satélites, conhecido pela sigla, em inglês, AOCS (Attitude and Orbit Control System). A próxima etapa será validar esses sistemas em um satélite operacional, previsto para o início de 2020, com o lançamento do nanossatélite VCUB1.

Responsável pelas funções de navegação, apontamento e controle do satélite, o sistema AOCS é inédito no País, permitindo apontar com precisão sua câmera para o local que se deseja coletar imagens, ou ainda,  acionar o seu sistema de propulsão para realizar uma correção desejada de órbita.

O acordo firmado entre as instituições foi o desenvolvimento, em conjunto, de soluções para a coleta e transmissão de dados da rede observacional do Cemaden, empregando sistemas e sensores de satélites. Os dados da rede observacional são utilizadas no monitoramento e emissão de alertas de risco de desastres, como deslizamentos, inundações e enxurradas.

Concepção do nanossatélite VCUB1 para coleta de dados

Conforme informações técnicas da Visiona, o satélite estará equipado com uma câmera de alta resolução espacial capaz de coletar imagens com qualidades radiométrica e geométrica superiores às encontradas no mercado, fatores fundamentais para aplicações agrícolas e de proteção do meio ambiente.

O VCUB1 contará, também, com um sistema de coleta de dados, baseado na tecnologia de rádio definido por software voltado, inicialmente, a aplicações de coleta de dados hidrometeorológicos, mas que pode ser atualizado mesmo após o lançamento para a inclusão de outras aplicações de Internet das Coisas (do inglês, Internet of Things – IoT) de uma forma mais ampla.

“Maior robustez e mais confiabilidade na transmissão instantânea das informações para a rede observacional são as vantagens esperadas nessa nova tecnologia desenvolvida entre Visiona e Cemaden.”, destaca o diretor do Cemaden, Osvaldo Moraes. Ele explica que no monitoramento essa precisão é necessária, principalmente, no momento mais crítico e emergencial para a emissão de alertas de risco de desastres geo-hidrológicos.

O desenvolvimento do nanossatélite VCUB1 pela Visiona conta com a participação, além do Cemaden, do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de Santa Catarina (SENAI-SC), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) assim como o apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). Será o primeiro satélite projetado integralmente pela indústria nacional. Apesar de estar situado na classe dos nanossatélites e possuir apenas 10 quilos de massa, o VCUB1 possui arquitetura altamente sofisticada e características como precisão de apontamento, estabilidade e geração de energia típicas de satélites bem maiores.

(Fonte: Ascom-Cemaden e Visiona)

 

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