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Pesquisa, ação e participação sobre riscos e mudanças no clima entrelaçam o Cemaden Educação, escolas brasileiras e inglesas, além de universidades

Uma colaboração entre pesquisadores brasileiros e ingleses sobre vulnerabilidades socioambientais, sustentabilidade e mudanças do clima em escolas do Vale do Paraíba (SP)  resultou no artigo com o título “Promovendo transformação sobre mudanças climáticas com jovens no Brasil: pesquisa-ação participativa em uma abordagem ‘loop’.” (Promoting climate change transformation with young people in Brazil: participatory action research through a looping approach). O trabalho foi coordenado por Rachel Trajber, pesquisadora do Cemaden Educação e Catherine Walker, pesquisadora associada do Sustainable Consumption Institute, da Universidade de Manchester; dos pesquisadores do Cemaden, Victor Marchezini e Débora Olivato; além da Professora Shirley Monteiro, coordenadora pedagógica da E.E. Paulo Virgínio (Cunha – SP) e dos pesquisadores Peter Kraftl, Sophie Hadfield-Hill e Cristiana Zara, Universidade de Birmingham.

Os estudos apresentam a metodologia denominada “loop”, um entrelaçamento metodológico e conceitual, desenvolvido por meio do trabalho colaborativo entre dois projetos distintos, mas complementares e que acontecem em escolas públicas de um mesmo território : a região da bacia hidrográfica do Paraíba do Sul. Os pesquisadores apontam que essa “metodologia de loop” permite compreensão (insights) sobre educação em mudanças climáticas em processos multiescalares.

 Essa abordagem reuniu os referenciais teóricos da ciência cidadã, do pensamento Nexus – conexões água-energia-alimentos e de pesquisa-ação participativa –  para identificar pontos de aprendizagem mútua em relação ao conhecimento, ação e crítica. Nesse sentido, a pesquisa-ação participativa, em conjunto com outras formas de pesquisa orientada para a ação, permite que os jovens e outros protagonistas articulem e atuem sobre os processos complexos que caracterizam o que significa viver em tempos sociais, políticos e ambientais incertos.

 O artigo  “Promovendo a transformação das mudanças climáticas com os jovens no Brasil: pesquisa-ação participativa por meio de uma abordagem em loop” Volume de Pesquisa-Ação : 17 número: 1, página (s): 87- 107, pode ser acessado no endereço:

 https://journals.sagepub.com/doi/full/10.1177/1476750319829202

 Intercâmbio entre estudantes ingleses e brasileiros: Manchester (Reino Unido), São José dos Campos (SP) e Santarém (PA)

A metodologia ‘loop’ inspirou o projeto Cemaden Educação, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) – unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações – e a Universidade de Manchester, no Reino Unido, a promoverem o Projeto “Diálogo e Cartografia Social: escolas no Reino Unido e no Brasil analisam riscos e vulnerabilidades às mudanças climáticas”.

A coordenadora do Cemaden Educação, antropóloga Rachel Trajber foi convidada por Catherine Walker da Universidade de Manchester como Pesquisadora Visitante do Instituto de Consumo Sustentável (Sustainable Consumption Institute).  A iniciativa propiciou o intercâmbio entre estudantes brasileiros e ingleses para desenvolvimento de atividades escolares, que permitiram analisar os riscos e as vulnerabilidades às mudanças climáticas, em parceria com a Rede de Educação Ambiental de Manchester (MEAN).

Como as comunidades podem se tornar mais resilientes aos riscos climáticos? Para responder a essa questão, o projeto promoveu o intercâmbio de estudantes em  três escolas : uma em Manchester (Reino Unido) e duas no Brasil,  uma sediada em São José dos Campos, no Estado de São Paulo ( Escola Estadual Ilza Coppio)  e  outra em Santarém, no Pará (Escola Estadual Raimundo Nonato).

Em três momentos de interação por videoconferência os estudantes mostraram suas pesquisas e cartografias em SIG (Sistema de Informação Geográfica). Primeiro apresentaram suas comunidades. Em seguida, mapearam áreas de risco e populações vulneráveis redor de suas escolas, e, no final, criaram sobreposições nesses mapas para mostrar cenários alternativos diante do aumento dos riscos pela mudança climática.

O processo culminou em uma conferência intergeracional sobre mudança climática, risco e resiliência, realizada no dia 22 de março deste ano. Os alunos das três escolas apresentaram seu trabalho (ao vivo e por meio de um link de vídeo) a escolas de ensino fundamental, pais e professores de Manchester e debateram semelhanças e diferenças emergentes.

O questionamento central para o desenvolvimento das atividades escolares foi: Quais são os principais riscos e vulnerabilidades socioambientais em nossas comunidades e como as mudanças climáticas podem modificar a situação?

(Fonte: Ascom/Cemaden)

 

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