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Encontro amplia discussões sobre os impactos dos desastres naturais nas rodovias e vias urbanas

Abertura do II IPMTU com a participação de diretores e pesquisadores do Cemaden e  da Unesp
Abertura do II IPMTU com a participação de diretores e pesquisadores do Cemaden e da Unesp

Entre os principais resultados do encontro, realizado durante 3 dias, em São José dos Campos, estão a ampliação das temáticas e a inclusão de novas instituições no intercâmbio científico entre pesquisadores e gestores, que discutiram sobre desastres naturais e seus impactos nas rodovias e vias urbanas.

A diminuição dos impactos provocados pelos desastres naturais na infraestrutura das rodovias e vias urbanas – fornecendo subsídios científicos para o planejamento estratégico e de tomada de decisões dos gestores públicos – foram os focos das discussões do II Encontro sobre Impactos Potenciais de Desastres Naturais em Infraestruturas de Transporte e Mobilidade Urbana (II IPMTU – 2016), realizado nesta semana (4 a 6 de outubro), no Parque Tecnológico, em São José dos Campos.

Organizado pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) – do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações – e pelo Departamento de Engenharia Ambiental da Universidade Estadual Paulista (Unesp), o II Encontro IPMTU – 2016 teve a participação de pesquisadores, estudantes, profissionais e gestores de instituições públicas e não governamentais. No evento, tiveram a oportunidade de compartilhar conhecimentos e experiências, discutindo temas abordados em 6 palestras e nos 17 trabalhos científicos apresentados durante o evento.

O diretor do Cemaden, Osvaldo Moraes, enfatizou a importância das parcerias com outras instituições. “Além das atividades operacionais de monitoramento e emissão de alertas de riscos de desastres naturais, temos o outro perfil voltado às pesquisas”,  dando o exemplo dos trabalhos realizados junto à Unesp, para o desenvolvimento das ações e iniciativas voltadas à ciência, tecnologia e inovação.

“O ensino e os departamentos de pós-graduação podem contribuir com as instituições ligadas às pesquisas e tecnologias. Sentimo-nos privilegiados em participar das ações e atividades desenvolvidas pelo Cemaden”, afirma o diretor da Unesp de São José dos Campos, Estêvão Tomomitsu Kimpara.

O evento contou com a participação do Cel. PM José Roberto Rodrigues de Oliveira, chefe de gabinete da Casa Militar e coordenador estadual da Defesa Civil de São Paulo. “Desastres naturais causam impactos socioambientais, inclusive nas vias de transporte e mobilidade”, lembra o coordenador estadual, enfatizando que obstrução de rodovias e vias urbanas impedem, inclusive, as ações de socorro ao cidadão e complementa: “Os estudos e abordagens científicas e tecnológicas permitem melhorar essa preparação e resiliência.”

Entre as instituições que tem Acordo de Cooperação Técnica, firmado com o Cemaden para a linha de pesquisa “AmbientEMobilidade”, está Instituto de Pesquisa, Planejamento e Administração (IPPLAN). A analista de gestão do IPPLAN, Maria Lígia Vianna considera importante que as informações e estudos científicos cheguem às instituições públicas para um planejamento adequado: “É importante que as cidades se preparem para aumentar a qualidade de vida das pessoas. Principalmente, com o crescimento populacional, os órgãos públicos devem planejar a ocupação do solo”.

“Reforçar as diretrizes do Plano Diretor e da Lei de Zoneamento, para as novas formas de ocupação e a reorganização da ‘centralidade’ da cidade, possibilita repensar a distribuição das áreas de lazer, comércio e trabalho”, afirma o secretário municipal de Planejamento de São José dos Campos e professor da Universidade do Vale do Paraíba (UNIVAP), Dr. Pedro Ribeiro, durante a palestra no evento.

O pesquisador do Cemaden e um dos organizadores do evento, Leonardo Santos, considerou que esse segundo encontro – evento que faz parte das atividades desenvolvidas dentro da linha de pesquisa AmbientEmobilidade – ampliou as temáticas que abrangem o conhecimento dos riscos, o monitoramento e alerta, a comunicação e a capacidade de resposta. “As discussões entre as instituições participantes fortaleceram o intercâmbio científico no tema, integrando pesquisadores, instituições acadêmicas e os gestores que trabalham diretamente com as pessoas e municípios. E essas instituições incentivaram a continuidade desses encontros.”

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