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Situação Atual da Seca no Semiárido e Impactos – Junho de 2018

Sumário

De acordo com dados de SPI e o Índice Integrado de seca (IIS) para o mês de junho, verifica-se a persistência de condição de seca, principalmente nos Estados do Maranhão e Piaui. Segundo o IIS, 239 municípios estão classificados com condição de seca moderada e 48 com condição de seca severa, estes últimos localizados principalmente nos Estados do Maranhão, Piauí, Sergipe e Alagoas.

A estação chuvosa no leste do nordeste (JAS/2018) não devem sofrer influência das condições climáticas relacionadas a El Niño ou La Niña, uma vez que estamos em uma condição neutra. A previsão climática sazonal (MCTIC) prevê para o trimestre JAS/2018 chuvas nos patamares normais à abaixo da média. No médio prazo (até 18/07) há previsão de chuvas abaixo da média na faixa litorânea desde o recôncavo baiano até o nordeste do Rio Grande do Norte. Em escalas mais longas (subsazonal) não há indicações confiáveis de influência positiva ou negativa na estação chuvosa do leste do nordeste.

Duração da Seca Meteorológica¹

De acordo com os dados de SPI-3, verifica-se a persistência de condição de seca, principalmente em grande parte do estado do Maranhão e parte do estado do Piauí. Na região central do Maranhão a duração da seca meteorológica varia entre 9 a 15 meses. Ressalta-se que nessas regiões a estação chuvosa já está finalizada. Por outro lado, a estação chuvosa da região leste do Nordeste, teve o início no mês de abril e estende-se até o mês de julho. (Link delimitação das quadras chuvosas).

A definição do evento de seca utilizada neste produto estabelece o início da seca quando o Índice de Precipitação Padronizada (SPI) indica valores inferiores a -1 por pelo menos dois meses consecutivos (Spinoni et al., 2014, 2015). O término do evento de seca ocorre quando o SPI retorna a valores positivos. O evento de seca é determinado, dessa forma, a partir dos seus meses de início e de término; logo, a duração de um evento de seca é determinada pelo número de meses entre o mês de início e o de término. Fonte do SPI: CPTEC/INPE.

1 Seca meteorológica: definida por Wilhite (2000) como o resultado de um déficit de precipitação, isto é, quando o valor de chuva acumulado em um período e em uma área se encontra significativamente abaixo do valor climatologicamente esperado. 

 

Índice Integrado de Seca (IIS)

A avaliação do IIS para o mês de junho em relação ao mês anterior (Maio):

  • Seca Fraca: aumento de 326 para 478 municípios.
  • Seca Moderada: aumento de 69 para 239 municípios.
  • Seca Severa: aumento de 0 para 48 municípios.
  • Seca Extrema: aumento de 0 para 1 município.
  • Seca Excepcional: 0.

  • AL
  • SE 
  • MA
  • CE
  • RN 
  • PE
  • PB
  • BA 
  • ES
  • MG
  • PI
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O índice Integrado de Seca (IIS) é uma combinação (média geométrica) das informações provenientes do índice de Suprimento de Água para a Vegetação (VSWI), o qual é calculado a partir de dados de sensoriamento remoto, e do Percentil de precipitação, que é calculado a partir de dados observacionais de chuva. O índice VSWI é derivado de dados de NDVI e temperatura do dossel, oriundos do sensor MODIS a bordo dos satélites AQUA e TERRA – resolução de 1 km. O índice indica condição de seca quando o valor do NDVI (índice de vegetação) é baixo (o que indica baixa atividade fotossintética) e a temperatura da vegetação é alta (indicando estresse hídrico). Por sua vez, o percentil é usado como forma de classificar o status de cada município, segundo o montante de precipitação recebido. São consideradas as seguintes classificações: Seca extrema (precipitação abaixo do percentil 5); Seca severa (precipitação entre os percentis 5 e 10); Seca moderada (precipitação entre os percentis 10 e 30); Seca fraca (precipitação entre os percentis 30 e 50).
 

Influências climáticas na escala sub-sazonal a sazonal

Na escala climática sazonal, o Oceano Pacífico permanece em um estado neutro, i.e., temperaturas da superfície do mar dentro dos padrões normais (nem La Niña, nem El Niño). Entretanto, devido ao aquecimento paulatino das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial as chances de que um El Niño se forme durante a próxima primavera são de 50% (normalmente seriam de 33,3%). Ainda assim, a estação chuvosa no leste do nordeste (JAS/2018) não devem sofrer influência das condições do Pacífico. A previsão sazonal de precipitação, coordenada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação (MCTIC), prevê para o trimestre JAS/2018 chuvas nos patamares normais a abaixo da média. Na escala de médio prazo as previsão mais recentes indicam condições desfavoráveis para chuvas nos próximos 15 dias (até 18/07), de forma similar ao que tem acontecido frequentemente durante a corrente estação chuvosa. Em escalas mais longas (subsazonal) não há indicações confiáveis de influência positiva ou negativa na estação chuvosa do leste do nordeste.

 

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