Capa » Noticias » Projeto de site permite ampliar participação da comunidade no monitoramento de chuvas

Projeto de site permite ampliar participação da comunidade no monitoramento de chuvas

20161215_103646

As informações sobre os dados registrados pelos pluviômetros semiautomáticos de Lorena (SP) – do Projeto Pluviômetros nas Comunidades, do Cemaden – bem como o acompanhamento e a análise da quantidade de chuva, poderão ser disponibilizados por um site aos munícipes. Essa proposta foi apresentada pela Unifesp de São José dos Campos, entidade parceira do Cemaden, dentro do Projeto Lorena Resiliente. Dotado de um conjunto de aplicativos, esse site poderá ser um modelo a ser implantado em outros municípios brasileiros, os quais têm instalados os pluviômetros comunitários.

Para ampliar a participação comunitária no Projeto Pluviômetros nas Comunidades – do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações –  uma equipe de alunos e professores do Instituto de Ciência e Tecnologia, da Universidade Federal da São Paulo (Unifesp, de São José dos Campos-SP) apresentou a proposta do desenvolvimento de um site, disponibilizando ao público as informações e análises dos dados sobre chuva, os quais foram registrados pelos pluviômetros semiautomáticos em Lorena, no estado de São Paulo.

O conteúdo e as informações básicas do site foram discutidos, nos últimos três meses, entre a equipe da Unifesp e os pesquisadores e tecnologistas do Cemaden. O desenvolvimento desse site foi apresentado pela equipe da Unifesp, na última quinta-feira (15), em reunião na Casa da Cultura de Lorena, organizada pelo Cemaden e Prefeitura. O evento contou com a presença de gestores municipais e de diversas entidades participantes do Projeto Lorena Resiliente, projeto piloto que está sendo desenvolvido no município, no acordo de cooperação técnica firmado entre o Cemaden e a Prefeitura Municipal.

A instalação de pluviômetros semiautomáticos, dentro do Projeto Pluviômetros nas Comunidades, tem o objetivo de implantar a cultura da percepção de riscos de desastres naturais, envolvendo a população que vive em áreas de risco, fortalecendo as capacidades de resiliência e prevenção. Nesse projeto, o Cemaden prevê a distribuição de pluviômetros semiautomáticos (equipamento que mede a quantidade de chuva) para serem instalados em áreas de risco e operados por equipes da comunidade local.

Em Lorena, diariamente, os dados são coletados pela Defesa Civil e pelos responsáveis dos pluviômetros semiautomáticos instalados nas seis escolas municipais. Atualmente, as informações e dados sobre chuva, fornecidos por esses equipamentos, são encaminhados a todas as entidades envolvidas no Projeto Lorena Resiliente.

Site PluviApp  interage com o usuário

“Ampliar a participação das pessoas no processo de informação e de análise do registro de chuva, interagindo por meio do PluviApp. A concepção dessa ferramenta é a nossa contribuição para disseminar os objetivos dos pluviômetros comunitários.”, afirma a orientadora dos discentes, Profª  Juliana Cespedes, da Universidade Federal de São  Paulo, do campus de São José dos Campos (SP), durante a apresentação do site em Lorena.

O site  PluviApp foi desenvolvido e apresentado pelos discentes do Instituto de Ciência e Tecnologia, da Unifesp,  Alexandre Hild Aono e James Shiniti Nagai. Eles fazem parte da equipe do Núcleo Educacional de Tecnologia Social e Economia Solidária (NETES), programa de extensão da universidade. Esse programa tem, entre os objetivos, difundir e construir um banco de dados, informações e inovações em tecnologias sociais existentes no Brasil, que sejam replicáveis na área da saúde, da qualidade de vida e da sustentabilidade. Atualmente, esse programa de extensão da Unifesp tem parceria técnico-científico com o Cemaden no Projeto Lorena Resiliente.

Os discentes mostraram que o site PluviApp possui interface de fácil acesso e simples navegação. Traz diversas informações como material didático e informativo sobre os pluviômetros semiautomáticos, sua localização geográfica e informações coletadas em cada equipamento. Apresenta, também, gráficos e análise da evolução das chuvas por período e de análises estatísticas.

Os alunos destacaram que as informações analisadas em cada pluviômetro podem ser adaptadas e adequadas com as áreas de risco específicas. Entre a interação dos usuários, estão a disponibilização de espaços informativos e educativos para fotos, vídeos e gráficos.

“Será de grande importância essa ferramenta para mobilizar a comunidade na prevenção e conscientização dos riscos de desastres naturais no município, além de complementar as informações oficiais de monitoramento.”, afirma o coordenador da Defesa Civil de Lorena, Robson Dias.

Além das equipes do Cemaden e da Unifesp, estiveram presentes nas discussões para a proposta de implantação do site em Lorena, os secretários municipais do Meio Ambiente, Willinilton Portugal;  de Segurança Pública, Arly de O. Cruz; de Comunicação, Luiz Fernando Reis;  o coordenador da Defesa Civil Municipal, Robson Dias; a coordenadora da Secretaria Municipal de Educação, Profª Lilian Thereza Paiva, além de representantes do Centro Universitário Salesiana de São Paulo (Unisal);  da Escola de Engenharia de Lorena da Universidade de São Paulo (EEL-USP) e do Centro Universitário Teresa D’Ávila (UniFatea), entre outros da comunidade.

Cooperação técnica entre Cemaden e a Prefeitura de Lorena

O acordo de cooperação técnica entre Cemaden e a Prefeitura Municipal de Lorena, firmado em 2015,  deu origem ao Projeto Lorena Resiliente. A parceria envolveu a instalação de pluviômetros, capacitação e pesquisa , trocas de experiências entre pesquisadores, professores, gestores municipais e Defesa Civil Municipal. O objetivo é a redução de riscos de desastres no município e promover ações para tornar a cidade mais resiliente.

O Projeto Lorena Resiliente é composto por grupos de trabalho da área de Educação, Defesa Civil, Meio Ambiente e Saúde, envolvendo pesquisadores do Cemaden, professores, gestores municipais, comunidade, instituições acadêmicas e não-governamentais da cidade.

Confira também

Pesquisas do Cemaden apontam fatores deflagradores de deslizamentos e o monitoramento mais eficaz

Chuvas, cortes verticais excessivos nas encostas, vazamentos pontuais em tubulações ou caixas d’água, infiltração de …