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Programa de Pós-Graduação em Desastres realiza pesquisa aplicada em São Luiz do Paraitinga

Integrado por profissionais de diversas áreas, um grupo de pesquisadores esteve no município paulista de São Luiz de Paraitinga, na Região do Vale do Paraíba, no último dia 29 de outubro, para visita técnica e pesquisa em campo. As atividades desenvolvidas fazem parte do Curso de Pós-Graduação em Desastres Naturais.

Os pesquisadores são discentes da pós-graduação da Universidade Estadual Paulista (Unesp-de São José dos Campos), realizada em parceria com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). No município de São Luiz do Paraitinga, realizaram diversas atividades de pesquisa e extensão com a Defesa Civil, moradores e estudantes da Escola Estadual Monsenhor Ignácio Gioia. Os temas, metodologias e atividades de pesquisa em campo foram definidas com antecedência, em sala de aula, pelos próprios alunos de pós-graduação, que se organizaram em grupos. No período da manhã, os grupos interdisciplinares de pesquisa realizaram as coletas de dados junto a moradores do município.

“A meta é que o resultado dessas pesquisas como mapas, imagens aéreas, bancos de dados e análises sejam entregues  para a Defesa Civil e o Poder Público Municipal.” , explica o pesquisador do Cemaden, Victor Marchezini, orientador das atividades científicas.  Essas atividades foram, também, acompanhadas por dois agentes da Defesa Civil de São Luiz do Paraitinga e outros dois representantes da Defesa Civil do município paulista de Vinhedo.

“Ter a oportunidade de conversar e conhecer a memória e vivência das pessoas de São Luiz do Paraitinga, referente à grande inundação de 2010, foi uma experiência produtiva e enriquecedora para nossos estudos em Desastres.”, afirma o discente de pós-graduação, Alan Pimentel e complementa: “Escutar seus relatos, pudemos compreender, como pesquisadores, que o processo do pós-desastre transpassa além do dia do evento, continuando vivo na memória dos habitantes.” Pimentel, que já trabalhou na Sala de Situação do Estado do Acre, afirma ter encontrado muitas semelhanças entre a “alagação” vivenciada em Rio Branco (Acre), no ano de 2015  e a inundação, em 2010, de São Luiz do Paraitinga. O estudante acreano destacou que, mesmo distantes, em torno de três mil quilômetros, os relatos dos habitantes das duas cidades foram semelhantes, tanto no processo de alerta,  como no planejamento das pessoas durante a inundação, e também, nas particularidades relatadas por cada pessoa. “A atividade de campo foi a oportunidade de colocar em prática os conhecimentos adquiridos em sala de aula”, finaliza o pós-graduando.

Os aprendizados e vivências do processo de reconstrução e recuperação de São Luiz do Paraitinga

Em janeiro de 2010, as imagens da queda da Igreja Matriz durante a inundação em São Luiz do Paraitinga (SP) foram difundidas em diversos meios de comunicação. Quase 10 anos depois, a cidade ainda se reconstrói, retomando as memórias e as estratégias adotadas durante a inundação que atingiu  12 metros acima do nível do Rio Paraitinga.

Com o objetivo de conhecer alguns dos desafios enfrentados pela Defesa Civil Municipal e pelos moradores durante a emergência e no decorrer do desastre, isto é, ao longo do processo de reconstrução e recuperação, alguns discentes da primeira turma de Pós-Graduação em Desastres Naturais, parceria entre ICT/Unesp e Cemaden, realizaram uma aula prática em São Luiz do Paraitinga. Victor Marchezini, pesquisador no Cemaden e docente do Programa de Pós-Graduação, acredita que o contato com os desafios vividos pela sociedade é fundamental para a formulação de problemas de pesquisa que tenham impacto social.

“Na sala de aula, os alunos aprenderam os conceitos fundamentais da Sociologia dos Desastres e diferentes métodos de pesquisa interdisciplinar, de caráter quantitativo e qualitativo para, a partir disso, aplicarem os aprendizados em uma situação concreta”, afirma o sociólogo.

Fonte: Ascom/Cemaden

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