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Pesquisadores do Cemaden desenvolvem estudos relevantes para a gestão da Covid-19

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) – unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações – vem desenvolvendo pesquisas e ferramentas tecnológicas voltadas ao combate à Covid-19. São três iniciativas em andamento, envolvendo parcerias com instituições nacionais e internacionais,  relacionadas à informação territorial, à mobilidade urbana e vulnerabilidades sociais, as quais contribuem para a gestão do risco da Covid-19 no Brasil. 

Entre os estudos focados na gestão de risco e combate à Covid-19 – no  projeto piloto que está sendo elaborado para o município de São José dos Campos (SP) – está em desenvolvimento pesquisa sobre a gestão da informação territorial, associando os dados sociodemográficos e epidemiológicos. Simultaneamente, está sendo desenvolvido um aplicativo/PWA para subsidiar as ações pelos tomadores de decisão e pela sociedade. As informações disponibilizadas nessa ferramenta contribuem para a percepção do risco do Covid-19, como por exemplo, a distribuição de casos na escala intraurbana no município.

Sobre mobilidade urbana, está sendo desenvolvida pesquisa relacionando a rede de mobilidade das cidades e vulnerabilidades sociais. Os estudos visam mensurar os impactos potenciais causadas pela adoção de estratégias na restrição de mobilidade pelas cidades para a contenção da Covid-19, considerando as conexões das redes de mobilidade com outros municípios e estados. Na análise, a pesquisa mostra ferramentas para apoio à decisão em vários cenários, como a contenção da disseminação epidemiológica em andamento, a detecção de áreas vulneráveis a desastres ou cidades, cuja importância na mobilidade é vital para o trânsito de pessoas e suprimentos.

Outro estudo, voltado à compreensão dos riscos e fortalecimento das capacidades de resiliência de comunidades foca o município de Niterói (RJ). Para esse município está sendo desenvolvida metodologia de mapeamento participativo (de forma virtual), que permite conhecer os riscos em uma escala de maior detalhe. Isso é fundamental para conhecer as ameaças e aspectos de vulnerabilidade, como a quantidade de pessoas expostas, o número de moradias e outras infraestruturas existentes em bairros do município (como novas ruas e vielas, hospitais, escolas, etc,). Essas informações são relevantes para a logística de doação de cestas básicas, de máscaras de proteção produzidas por cooperativa local, de materiais de higiene como álcool em gel, entre outros.

Todos esses estudos estão de acordo com as ações definidas pelos países no Marco de Ação de Sendai e pelo Escritório das Nações Unidas para a redução de risco de desastres. Entre as normativas, o aprimoramento das capacidades nacionais e comunitárias para lidar com os riscos de desastres deve ser abrangente o suficiente para incluir, entre outros, os riscos de desastres biológicos que impactam em diferentes escalas, frequências e intensidades. Portanto, mobilizar a estrutura existente de governança de riscos de desastres para gerenciar o risco de pandemias e possíveis emergências de saúde estão inseridos nos esforços conduzidos por pesquisadores do Cemaden/MCTIC.

 Fonte :Ascom/Cemaden

 

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