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Escolas participam de oficinas de Ciências do Cemaden nas atividades da SNCT

Oficinas temáticas utilizando História em Quadrinhos “Educação+Participação = uma equação para redução do risco de desastres” e  outra utilizando mapas, gráficos e informações científicas  para abordagem da  “Bioeconomia e Desastres Naturais : a influência das mudanças climáticas sobre a agricultura” foram as atividades ocorridas, ontem (24) no Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), no Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP). Cerca de 150 alunos e professores de escolas municipais e estaduais de São José dos Campos foram recepcionados pela diretora substituta, Regina Alvalá.

Elaborada pela equipe do Cemaden Educação e por pesquisadores do Instituto de Ciência e Tecnologia, da Universidade Estadual Paulista (ICT-Unesp) (São José dos Campos),  a revista em quadrinhos,  utilizada na oficina, apresenta pontos importantes sobre prevenção de riscos, gestão por bacias hidrográficas, comunidade escolar resiliente, monitoramento dos riscos, entre outros. Durante a oficina foi realizada uma leitura compartilhada e a produção da continuidade da história.

Outra oficina, abordando a Bioeconomia e Desastres Naturais, promovida pela Unesp, proporcionou a análise feita pelos alunos das informações e dados do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas). Com base no aumento da temperatura e modificações no regime da chuva, os alunos puderam debater e analisar sobre as perdas significativas nas safras de grãos e alterar a geografia da produção agrícola brasileira.

Os alunos das escolas (desde o 7º ano do ensino fundamental até o 3º ano do ensino médio) também visitaram a Sala de Situação do Cemaden. Conheceram  como se realiza o monitoramento dos 958 municípios brasileiros,  classificados como prioritários com áreas de risco, bem como a ocorrência de desastres naturais no Brasil. Tiveram a oportunidade de conversar com os tecnologistas e também conhecer os diversos perfis profissionais e áreas de conhecimento.

Alunos e professores avaliam as experiências das oficinas

Os professores que acompanharam os alunos – das escolas de São José dos Campos –  foram unânimes em comentar sobre a importância dos alunos terem a oportunidade de estar em um ambiente científico, numa realidade que parecia ser distante do cotidiano

“Trabalhando com estatísticas e informações sobre mudanças climáticas, pudemos usar o raciocínio lógico, assimilar e projetar o futuro do País.”, afirma Lucas Rodrigues de Souza, de 17 anos, cursando o 3º ano do ensino médio.

“Aprendi muito sobre resiliência. Conhecia a palavra usada muito na prevenção de desastres, mas não sabia que poderia ser aplicada também na sustentabilidade.”, informa Amanda Martins dos Santos, de 14 anos, do 8º ano do ensino fundamental.

“Obtive muitos conhecimentos sobre mudanças climáticas e as influências na agricultura no Brasil e no mundo. Gostei das explicações dos profissionais da Sala de Situação e da interação entre os alunos.”, diz Luis Vinícius Alves, 15 anos, do 9º ano do ensino fundamental.

“Nasci e moro aqui no bairro Novo Horizonte, ao lado do Parque Tecnológico,  e não tinha ideia que existia toda essa tecnologia e trabalho científico de monitoramento.”, destaca Kailaine Gabrielle de Campos Silva, de 16 anos, cursando o 2º ano do ensino médio. Ela considerou importante ter conhecimentos sobre mudanças climáticas e conhecer as tecnologias aplicadas para prevenção de desastres naturais.

“A realidade dos alunos parece muito distante do mundo científico. Hoje, tiveram a oportunidade de conhecer os pesquisadores, trabalhar com mapas, gráficos e conhecer novos conceitos.”, avalia o professor de Ciências, Claudivan Ferreira de Araújo, da Escola Municipal Rosa Tomita, do Bairro São José II.

“As oficinas enriqueceram os conhecimentos dos alunos. O aprendizado vai favorecer o cotidiano deles, pois moram em áreas de risco.”, afirma a professora de Geografia, Rosilene de Melo Clemente, da E.E.Profa. Dirce Elias, do Bairro Freitas, onde há áreas de risco de deslizamentos.

“É fundamental mostrar a realidade aos alunos de escola pública.  As oficinas permitiram aproximar  os alunos no entendimento da Ciência, com linguagem acessível e aplicativa. É um incentivo para surgir futuros pesquisadores.”, afirma a professora de Geografia, Patrícia Trovarelli, da E.E. Dorival Monteiro, do Bairro Novo Horizonte.

“A experiência de conhecer cientistas e estar em ambiente de pesquisas, vai aguçar o interesse intelectual e a possibilidade de ver outras realidades.” , afirma o professor de História, Alexandre Rodrigues Kerestos, da Escola Municipal Rosa Tomita. Da mesma escola, o professor de Geografia José Roberto Leal Júnior afirma que as oficinas ajudaram a apresentar a complexidade das bacias hidrográficas e as ações antrópicas. “Os alunos puderam refletir sobre a ocupação social das áreas de risco e sobre a responsabilidade social.”

Oficina com alunos em Brasília

No Pavilhão de Exposição do Parque da Cidade, em Brasília, além do estande do Cemaden na “Avenida da Ciência”, pesquisadores, analistas e tecnologistas estão ministrando palestras e oficinas, dentro da programação da SNCT-2019 no Distrito Federal.

A tecnologista de Ciência e Tecnologia do Cemaden, Marina Tanaka, foi a instrutora das oficinas na temática “Interpretando as notícias de monitoramento de desastres”, oferecida na última quarta-feira, para 36 alunos de ensino fundamental e médio,  de escolas do Distrito Federal e de municípios do entorno.

A programação do Cemaden na SNCT-2019 está disponibilizada no endereço:

http://www.cemaden.gov.br/cemaden-participa-da-semana-de-ciencia-e-tecnologia-em-brasilia-e-organiza-atividades-para-o-vale-do-paraiba/

Fonte: Ascom/Cemaden

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