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Defesa Civil de São Paulo e Cemaden definem ações integradas para ampliar a prevenção de riscos de desastres

O secretário-chefe da Casa Militar e coordenador da Defesa Civil do Estado de São Paulo, Cel. Walter Nyakas Júnior – acompanhado  de  coordenadores de Defesas Civis Regionais –  esteve no Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), em São José dos Campos, nesta quarta-feira (dia 20), em reunião com o diretor Osvaldo Moraes, com o coordenador-geral de  Operações e Modelagens, Marcelo Seluchi e a coordenadora de Relações Institucionais, Regina Alvalá. O encontro definiu as melhores estratégias para dinamizar a comunicação entre as instituições, além de ações conjuntas para o fortalecimento do trabalho de prevenção de risco de desastres junto à população.

A reunião contou com a participação de pesquisadores do Cemaden e gestores da área de Monitoramento e de Desenvolvimento. O pesquisador Rodolfo Mendes apresentou variados pontos dos resultados de trabalhos científicos na área de pesquisa de deslizamentos e movimentos de massa, realizados pelo Cemaden, no Projeto de Monitoramento de Encostas e Prevenção de Deslizamentos. Foram  abordadas as questões referentes à intensificação dos riscos provocados por ações humanas, identificadas na pesquisa, além dos  componentes dos limiares de risco de deslizamentos.

 A pesquisadora do Cemaden, Sílvia Saito e a diretora do Núcleo de Gerenciamento de Emergências de São Paulo, Cap. Fernanda Rafaela Lourenço de Moraes,  apresentaram o Plano de Trabalho elaborado para ações a serem desenvolvidas  entre Cemaden e Coordenação da Defesa Civil do Estado de São Paulo, no período 2016-2019. Esse plano é composto de cinco metas:   Capacitação e treinamento técnico; Estudo de viabilidade – protocolo operacional; Pesquisa; Eventos-Divulgação e Avaliação contínua. Também foi apresentado o balanço das atividades já realizadas, nos últimos anos, com base no Acordo de Cooperação Técnica entre a  Casa Civil Militar do Estado e o Cemaden. Está prevista para o segundo semestre, deste ano, a elaboração do novo plano de trabalho.

Na pauta das discussões, constou a apresentação das atividades desenvolvidas pelo Cemaden no monitoramento as áreas de risco  no Estado de São Paulo.

“É importante dinamizarmos, ao máximo, a comunicação entre as Salas de Operações do Cemaden e da Defesa Civil de São Paulo, estabelecendo um canal direto, por telefone e videoconferência, para contínua troca de informações.”, afirma o secretário-chefe da Casa Militar, Cel. Nyakas. Ele enfatizou, também, a importância de concentrar  o foco no trabalho integrado  das instituições para prevenção de risco de desastres socioambientais, junto à população.  “Precisamos utilizar todos os meios de comunicação para conscientização dos riscos à população, principalmente, os moradores residentes em áreas vulneráveis.”, complementa o secretário.

O diretor do Cemaden, Osvaldo Moraes, apoiou a implementação do canal direto entre Cemaden e Defesas Civis, informando o encontro que teve  junto ao Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), na semana anterior, em Brasília. Nessa reunião foi discutido o fortalecimento da estratégia nacional de gestão de riscos e respostas a desastres, onde definiu-se ampliar  a comunicação direta e o trabalho conjunto entre Cemaden e Cenad.

Com relação às ações de prevenção no Estado de São Paulo, o diretor do Cemaden indicou o trabalho conjunto Cemaden- Defesas Civis Municipais na prevenção, utilizando as metodologias do Cemaden Educação,  de forma a ampliar  o trabalho  desenvolvido junto  as escolas e Defesas Civis nos municípios mapeados com áreas de risco.

“O alerta emitido é um componente na gestão de risco. A percepção de risco é outro componente e depende do trabalho intensivo e ações conjuntas para a prevenção de risco.”, afirma  Moraes.

Atualmente, no Estado de São Paulo, 293 escolas estão em municípios monitorados pelo Cemaden. Nesses municípios, 121 escolas estão localizadas em área de risco geológico (deslizamentos) e 172 escolas em risco hidrológico (inundações e/ou enxurradas). O projeto Cemaden Educação desenvolve metodologias e atividades da ciência cidadã  nas escolas, para conscientização das vulnerabilidades e riscos. Essas informações se expandem até as comunidades das áreas de risco.

Na reunião, o coordenador –geral de Operações e Modelagens do Cemaden, Marcelo Seluchi destacou a importância da divulgação ao acesso público dos Boletins de Risco Geo-Hidrológico, publicados, diariamente, no portal do Cemaden, que indicam a previsão de riscos e possíveis impactos de desastres em todas regiões do Brasil. Destacou, também a importância da comunicação direta com as Defesas Civis Municipais, principalmente, com relação ao retorno sobre os alertas emitidos pelo Cemaden, para que haja uma avaliação e aprimoramento do trabalho de monitoramento das áreas de risco.

Após as definições e encaminhamentos das decisões, a comitiva visitou a Sala de Situação do Cemaden, com a apresentação do coordenador-geral, Marcelo Seluchi, abordando o monitoramento dos municípios do Estado de São Paulo, mapeados com áreas de risco.

Fonte: Ascom-Cemaden

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