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Chuvas foram insuficientes e persiste a seca no Acre

 

Relatório do Cemaden apresenta Impactos da seca no Acre

Relatório do Cemaden indica a continuidade do estado de alerta pelo baixo nível dos principais rios da região do Acre, registrando o maior número de detecções de focos de calor  dos últimos 18 anos.

Com chuvas deficientes desde meados de março de 2016, o trimestre junho a agosto configura o período mais seco do ano. Não há expectativa de recuperação do quadro hídrico do estado do Acre até setembro, mês em que estão previstas chuvas mais intensas. As previsões para as próximas duas semanas indicam probabilidade de chuva localizada, em forma de pancadas no estado.

Essas análises estão no último Relatório de Seca e Impactos do Acre, elaborado pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, divulgado hoje no portal ( www.cemaden.gov.br).

O nível do Rio Acre em Rio Branco atingiu o mínimo de 1,32 no dia 12 de agosto, aumentou um pouco nos últimos dias, atingindo 1,72m no dia 17 e, na sequência, diminuiu novamente, chegando em 1,44 no último dia 23 deste mês.

“Choveu no Acre nos últimos 15 dias, devido à passagem de um sistema frontal. Mesmo assim, a precipitação registrada, nos últimos 90 dias,  mostra um quadro  de baixo nível dos principais rios da região.”, explica o coordenador-geral de Operação e Modelagem do Cemaden, o meteorologista Marcelo Seluchi . “ Em boa parte do estado do Acre, houve anomalias negativas do nível das chuvas, entre 50 e 250 mm”, complementa.

O coordenador-geral do Cemaden destacou que na maior parte da Amazônia alguns locais tiveram uma diminuição das chuvas, chegando a registrar até 550 mm de déficit pluviométrico, que vem se acumulando desde março deste ano.

Também se observa a condição de seca vegetativa por estresse térmico na maior parte dos municípios localizados a oeste do Acre, assim como um número de detecções de focos de calor maior que o máximo já registrado entre 1998 e 2016.

“Os impactos socioambientais persistem com a baixa disponibilidade hídrica. Principalmente, na região oeste do Acre, a seca atinge a maior parte dos municípios, afetando o abastecimento de água e as atividades agrícolas e pastoris.”, aponta o coordenador.

Além disso, os impactos da seca no Acre, a diminuição do nível dos rios dificulta o transporte hidroviário. Ocorre, também, um aumento de incêndios florestais, provocado pelos focos de calor , que teve o maior número registrado entre 1998 e 2016.

O trimestre Julho-Agosto-Setembro pode marcar a transição para um episódio de “La Niña”, provavelmente com fraca intensidade. Contudo, a previsão climática sazonal para o trimestre setembro-outubro e novembro deste ano, elaborada pelo MCTIC, apresenta elevada incerteza. Sem previsão de melhoria, persiste o estado de alerta de baixa disponibilidade hídrica e consequentes impactos socioambientais.

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