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Cemaden e Defesas Civis definem propostas para melhorar a qualidade dos alertas e da gestão de risco em casos de desastres naturais

O seminário reuniu Defesas Civis estaduais e municipais de todas as regiões do País, pesquisadores e tecnologistas do Cemaden, além de profissionais das áreas de monitoramento e de gestão de riscos de instituições federais, estaduais e municipais. (Foto Fabio Formigoni)
O seminário reuniu Defesas Civis estaduais e municipais de todas as regiões do País, pesquisadores e tecnologistas do Cemaden, além de profissionais das áreas de monitoramento e de gestão de riscos de instituições federais, estaduais e municipais. (Foto Fabio Formigoni)

 

 

Visando integrar os esforços para aprimorar os alertas antecipados para a gestão do risco de desastres naturais, dez propostas foram apresentadas no encerramento do I Seminário Nacional de Avaliação dos Alertas do Cemaden. As propostas resultaram  da ampla discussão entre os participantes durante o evento.  Santa Catarina foi o primeiro Estado a aceitar o desafio para organizar um seminário estadual, visando dar continuidade ao processo de melhoria dos alertas do Cemaden.

 

Criar e fortalecer um canal técnico para troca de informações entre as Defesas  Civis e o Cemaden; integrar as Salas de Situação em todo o território nacional; elaborar um cadastro nacional integrado de ocorrências de desastres naturais; padronizar os níveis de alerta de todos os órgãos emissores;   capacitar periodicamente os agentes e técnicos das defesas civis, dada a falta de recursos humanos especializados, foram algumas das dez propostas definidas e apresentadas no encerramento do I Seminário Nacional de Avaliação dos Alertas do Cemaden, ocorrida entre os dias 4 e 6 de abril, no Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP).

As propostas e sugestões foram resultado das discussões de cerca de 200 participantes das Defesas Civis estaduais e municipais de todas as regiões do Brasil, pesquisadores e tecnologistas do Cemaden, além de profissionais das áreas de monitoramento e de gestão de riscos de instituições federais, estaduais e municipais.

O resultado dos trabalhos das sete mesas-redondas – as quais apresentaram experiências regionais e locais, incluindo as sugestões de melhorias dos alertas para deslizamentos, inundações, enxurradas, os fluxos de informações e protocolos e integração de dados – foram apresentadas pela coordenadora de Relações Institucionais, Regina Alvalá, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

“Estamos trabalhando todos juntos na gestão de risco e preservação de vidas, inclusive com foco no avanço da ciência dos desastres naturais”, afirma a coordenadora e pesquisadora Regina Alvalá, que  complementa: “O Seminário foi de extrema importância, uma vez  que permitiu promover a discussão entre o emissor e os usuários dos alertas, bem como  discutir  ações integradas para aprimoramento do monitoramento e alerta de desastres naturais.” A coordenadora destacou que a missão do Cemaden está inserida nos objetivos do Marco para Redução de Riscos de Desastres Naturais 2015-20130, estabelecidos pela ONU, no acordo de Sendai.

No encerramento, o diretor do Cemaden, Osvaldo Moraes, fez uma avaliação muito positiva do evento. Considerou que os resultados dos debates, o intercâmbio científico e as experiências apresentadas foram além das expectativas, contribuindo expressivamente para os objetivos do evento. Ressaltou a importância do empenho dos esforços conjuntos das instituições federais, estaduais e municipais na gestão de riscos de desastres naturais.

“Destacamos o papel da ciência e da tecnologia, com as pesquisas aplicadas para o aprimoramento do alerta, aliado ao papel da rede observacional no monitoramento das áreas de risco”, afirma o diretor Osvaldo Moraes. “Temos muitos desafios a vencer em parceria  com as Defesas Civis, como a revisão e a ampliação da rede de monitoramento, o aprimoramento da Plataforma de integração de dados ‘SALVAR’”,  finaliza o diretor, enfatizando, também,  a importância do fortalecimento da comunicação contínua entre Cemaden e Defesas Civis.

No encerramento do seminário, o diretor do Cemaden, Osvaldo Moraes, agradecendo a participação de todos no evento, considerou os resultados muito positivos, com discussões que trarão avanços nos trabalhos integrados entre as instituições.
No encerramento do seminário, o diretor do Cemaden, Osvaldo Moraes, agradecendo a participação de todos no evento, considerou os resultados muito positivos, com discussões que trarão avanços nos trabalhos integrados entre as instituições.(Foto Fabio Formigoni)

Propostas de comum acordo entre Cemaden e Defesas Civis

A agenda integrada de ações considerou dois pontos essenciais para o trabalho entre as instituições: primeiro, a gestão de risco é essencial para preservar a vida humana e envolve os níveis local, municipal, estadual e federal. Segundo, o custo de estruturação e manutenção de sistema de monitoramento e alertas é muito menor do que o custo dos impactos dos desastres. Essa constatação deve amparar a disseminação dessas estruturas em nível regional.

Representação dos Estados no Seminário

As discussões envolveram Defesas Civis estaduais e municipais representando todas as regiões brasileiras, isto é, da Região Norte: Amapá, Amazonas, Acre e Roraima; da Região Nordeste: Paraíba, Sergipe, Ceará, Pernambuco, Bahia, Maranhão e Rio Grande do Norte; da Região Centro-Oeste: Distrito Federal; da Região Sudeste: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro; da Região Sul: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. O evento contou com a participação de 130 especialistas/técnicos de Defesas Civis e de diversas instituições, entre elas, da Agência Nacional de Águas – ANA, da Agência Pernambucana de Águas e Clima – APAC, do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), do Serviço Geológico do Brasil – CPRM; do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE),  totalizando mais de 200 participantes, os quais contribuíram significativamente para as discussões sobre avaliação dos alertas; fluxo de informações e protocolos,  integração de dados, experiências estaduais e municipais de implementação de sistemas de monitoramento e alertas, destacando-se a necessidade de ajustes nos protocolos vigentes.

 

Os participantes do seminário também tiveram palestras sobre a integração de dados observacionais, mapeamento de áreas de risco e registros de desastres naturais para a melhoria do sistema de monitoramento e alertas. (Foto Cemaden)
Os participantes do seminário também tiveram palestras sobre a integração de dados observacionais, mapeamento de áreas de risco e registros de desastres naturais para a melhoria do sistema de monitoramento e alertas. (Foto Cemaden)

 

Para ampliar a integração de informações e dados de monitoramento e o estreitamento da comunicação entre as instituições, no encerramento do I Seminário Nacional de Avaliação dos Alertas do Cemaden foi proposta a realização de seminários estaduais entre o Cemaden e Defesas Civis. O diretor Osvaldo Moraes lançou o desafio aos Estados para a organização de um evento nos moldes do I Seminário, focando as questões regionais.  Santa Catarina aceitou  o desafio e será o Estado a organizar o  primeiro evento estadual.

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