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Cemaden divulga relatório sobre os impactos das secas em 2018 e o comparativo nos últimos sete anos

Nesta segunda-feira (07),  o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) – unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações – divulgou no portal institucional  o Relatório de Monitoramento das Secas no Brasil, apresentando os impactos no ano de 2018, bem como o balanço comparativo das secas registradas nos últimos sete anos.

O sistema de monitoramento de secas desenvolvido pelo Cemaden permite identificar áreas e municípios impactados, de forma a subsidiar o gerenciamento do risco desse fenômeno, como a duração, severidade e extensão das áreas impactadas pelas secas. O monitoramento iniciou em 2012, quando uma seca severa impactou a região Nordeste do Brasil. A partir de 2013, o Cemaden iniciou o desenvolvimento do sistema, o qual está sendo aperfeiçoado para o monitoramento e previsão de secas e seus impactos.

Em razão do baixo volume de chuvas, abaixo do esperado, diversas bacias hidrográficas foram impactadas por secas em 2018, culminando na redução do nível dos rios, da água subterrânea e em reservatórios. Somados a problemas de gestão e infraestrutura, resultando em crises hídricas, os impactos atingiram diversas atividades, tais como abastecimento público, irrigação, geração de energia elétrica, entre outras.

O relatório aponta, também, que a Região Nordeste vem sendo caracterizada por ciclos irregulares de chuvas nos últimos anos, enquanto na Amazônia o impacto foi uma seca provocada pelo terceiro El Niño mais intenso da era moderna. Somados aos deficit percentuais de precipitação dos anos de 2015 e de 2016, o deficit total atingiu mais de 45%.

Resumo da avaliação

Entre os principais resultados apontados pelo Cemaden no Relatório das Secas destacam-se o acumulado das chuvas, em 2018, que ficou entre 14% a 20% abaixo do esperado. Apesar do nível das chuvas, no ano passado, ter sido inferior à média anual de precipitação, as condições de secas em todo o Brasil foram menos intensas do que aquelas observadas nos últimos sete anos.

Com relação à agricultura familiar no semiárido, 446 municípios apresentaram potencial para queda na produção agrícola na safra 2017/2018. Embora considerado um número significativo, representa 40% inferior ao número de municípios afetados na safra 2016/2017 (757 municípios com potencial de queda na produção).

Sobre o Sistema Cantareira, região Sudeste, em 2018 ele acumulou mais água do que extraiu, embora a situação de armazenamento ainda seja inferior quando comparada ao do ano de 2017.

Em Três Marias, na Bacia do Rio São Francisco, acumulou-se mais água do que a quantidade extraída, o que levou o reservatório ao seu maior nível dos últimos anos, atingindo 49,5%.

Em Serra da Mesa, na região Centro-Oeste, também se acumulou mais água, em 2018 do que o volume extraído, levando o reservatório a atingir 13,1%, situação menos desfavorável do que em 2017. Para os reservatórios Castanhão e Boqueirão, localizados na região semiárida dos estados do Ceará e Paraíba, respectivamente, ambos apresentaram situação crítica, embora menos desfavorável do que em 2017.

O Relatório de Monitoramento das Secas no Brasil está disponibilizado no portal do Cemaden, no endereço:

http://www.cemaden.gov.br/secas-e-seus-impactos-no-brasil-em-2018  

FAÇA O DOWNLOAD DO RELATÓRIO NA INTEGRA

 

Fonte : Ascom/Cemaden

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