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Cemaden coordena oficina técnico-científica sobre redução da vulnerabilidade e impactos associados ao clima

( Foto: Ascom/ MMA)

 

Com o objetivo de discutir os resultados do “Mapeamento dos Impactos Potenciais associados à Mudança de Clima nos Municípios Brasileiros” – estudo coordenado pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden)- unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações – o Ministério do Meio Ambiente (MMA) promoveu, em Brasília, nos dias 21 e 22 de novembro,  uma oficina de trabalhos e debates sobre ações a serem desenvolvidas para a redução dos impactos nos municípios, provocados pelos eventos extremos e mudanças do clima. Os debates visaram dar apoio para a tomada de decisões em políticas públicas, de forma intergovernamental, além da efetivação das ações de governo para a redução da vulnerabilidade nas cidades onde ocorrem deslizamentos, inundações, enxurradas e seca.

A oficina foi coordenada pelo pesquisador José Marengo, coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento do Cemaden, e pelo tecnologista e pesquisador, também do Cemaden, Pedro Camarinha. Os pesquisadores apresentaram uma projeção da realidade atual até o ano de 2040, com base no mapeamento dos impactos – associados à mudança do clima –  nos municípios brasileiros. Eles explicaram que somente o mapeamento das áreas, de forma isolada, não é suficiente para reduzir os desastres naturais. “Também temos que cruzar as informações da pesquisa com as questões socioeconômicas e ambientais”, ressalta Camarinha.

O resultado do estudo permite entender melhor as especificidades locais que estão relacionadas com os impactos passados e, consequentemente, traçar estratégias para diminuir os impactos futuros, principalmente nas regiões onde há uma forte tendência de aumento de eventos extremos, tanto em frequência como em magnitude.

Além de pesquisadores, técnicos e gestores da área ambiental e de desastres, a oficina contou, também, com a participação de representantes de municípios, os quais já têm estudos e ações para redução do impacto ambiental nas cidades, como é o caso de Santos (SP), Recife (PE) e Belo Horizonte (MG).

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) realizou essa oficina dentro do Programa Políticas sobre Mudança do Clima ( PoMuC), uma iniciativa em parceria com o Ministério do Meio Ambiente da Alemanha e a Agência Internacional de Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável (GIZ, sigla em alemão).

Sobre o projeto de adaptação às mudanças climáticas

O projeto foi desenvolvido pelo MMA, em parceria com o Cemaden, para direcionar o governo federal na elaboração de diferentes estratégias de adaptação às mudanças climáticas. Em sua primeira etapa, foram criados três indicadores diferentes para explicitar as regiões mais vulneráveis do território brasileiro aos três desastres naturais que mais causam impactos do Brasil:  inundações, deslizamentos de terra e secas. Cada indicador é composto pela combinação de diferentes variáveis climatológicas, ambientais e socioeconômicas, que foram agregadas conforme o quadro de ações proposto pelo AR4 do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas).

“Dessa forma, começamos a pensar em medidas de ações de adaptação nos municípios”, explica Camarinha, do Cemaden. “É esperado que nos próximos anos este processo possa ser replicado para outros setores de interesse (como Energia, Saúde, Agricultura, entre outros.).”, informa o pesquisador, destacando a sinergia existente entre os setores pode promover co-benefícios. “ Esses co-benefícios precisam ser identificados e aproveitados. Isso permitirá expandir a adaptação de forma eficaz, nos seus diferentes níveis.”

Os estudos do Cemaden têm a perspectiva de reprodução da metodologia em escala de maior detalhe (para o nível regional), possibilitando que os indicadores de impacto potencial sejam mais precisos, bem como os direcionamentos das medidas de adaptação. Neste sentido, o Cemaden é, também, parte integrante do projeto INCT-2 de Mudanças Climáticas, especificamente na sub-componente de Desenvolvimento Urbano, que avançará com esses estudos durante os próximos anos em regiões consideradas prioritárias.

Nesta semana, no próximo dia 06 de dezembro, o Cemaden – juntamente com o Ministério do Meio Ambiente – apresentará o trabalho científico sobre o mapeamento das áreas de impactos potenciais na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima de 2018 (COP24), a ser realizado na cidade de  Katowice (Polônia), na sessão destinada a discussões no tema “Adaptação à Mudança do Clima”.

(Fonte: Ascom/Cemaden com Ascom/MMA)

Foto: Ascom/MMA
Foto: Ascom/MMA
Foto: Ascom/MMA

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