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Boletim de impactos em áreas estratégicas para o Brasil – 08/05/2020

SUMÁRIO

A presente edição do Boletim Mensal de Impactos em Atividades Estratégicas para o Brasil, elaborado pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), unidade de pesquisa do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC), apresenta os cenários mais prováveis de impactos de eventos extremos em diferentes setores produtivos do Brasil. Isso inclui o diagnóstico (Abril/2020) e projeção (Maio/2020) do Índice Integrado de Seca (IIS) para todo o Brasil, avaliação dos impactos da seca na agricultura familiar de sequeiro e previsão de impactos nos recursos hídricos para o trimestre maio-junho-julho de 2020 (MJJ 2020). Em particular, são abordadas a situação atual e as projeções de vazões afluentes aos reservatórios do Sistema Cantareira, Três Marias e Serra da Mesa, bem como o cenário esperado para o volume armazenado da Bacia do Rio Amazonas na região Norte do país, no decorrer do referido trimestre.

A situação de armazenamento no Sistema Cantareira em 30 de abril de 2020 (61,8%) foi melhor quando comparada à situação de 30 de abril de 2019 (36,6%). Em um cenário hipotético de chuvas na média climatológica, o modelo hidrológico projeta uma média de vazão afluente, aproximadamente, de 69% em relação à média histórica no trimestre MJJ. Considerando este mesmo cenário hipotético de chuvas, o armazenamento no final de julho de 2020 poderá atingir 55%, situação semelhante ao mesmo período do ano anterior (54% de armazenamento). Para as bacias afluentes aos reservatórios de Três Marias e Serra da Mesa, o modelo hidrológico projeta uma média de vazão em torno de 83% e 105% da média histórica, respectivamente, situação mais otimista em comparação ao trimestre MJJ de 2019 (75% e 76%, respectivamente). Os reservatórios, neste cenário, poderão atingir 84% e 36% da sua capacidade de armazenamento, respectivamente, no final do trimestre.

O IIS observado no mês de abril de 2020 aponta para a intensificação da seca principalmente na Região Sul do país, com a ocorrência de seca extrema e excepcional em grande parte do Estado do Rio Grande do Sul. O cenário do IIS para o mês de maio, considerando chuvas 30% abaixo da média, indica intensificação das condições de seca em estados das Regiões Centro-Oeste e Sudeste do Brasil. Na Região Sul, é apontada a permanência das condições de seca nos três estados, com intensidade variando entre moderada a excepcional. Enquanto o cenário do IIS para o mês de maio considerando chuvas 30% acima da média aponta para uma atenuação das condições de seca na Região Norte, mas ainda com ocorrência de seca moderada a extrema nos estados do Centro-Sul do país.

Na Bacia do Rio Amazonas, o rio Madeira (Porto Velho) encontra-se no período de vazante. Para os próximos meses a previsão aponta para cheias, principalmente para rios nos estados do Pará, Amapá e leste do Amazonas.

IMPACTOS EM HIDROLOGIA

Evolução do Armazenamento no Sistema Cantareira

O Sistema Cantareira – sistema que abastece parte da região metropolitana de São Paulo – atingiu 61,8% de seu volume útil em 30 de abril de 2020 (Figura 1), valor superior ao observado no mesmo período de 2019 (58,7%). No mês de abril, a precipitação foi 6,6 mm, o que corresponde a 7% da climatologia. A média de vazão afluente aos reservatórios do Sistema foi 19 m³/s, representando 44% da média histórica do mês.

Figura 1 – Histórico e cenários (maio a agosto de 2020) de armazenamento (%) no Sistema Cantareira, considerando a interligação Paraíba do Sul-Sistema Cantareira. As faixas coloridas indicam os limites operacionais estabelecidos na Resolução conjunta ANA/DAEE N° 925.

Em um cenário hipotético de chuvas na média climatológica, o modelo hidrológico PDM/CEMADEN[1] projeta uma vazão afluente de, aproximadamente, 69% da média histórica para o trimestre MJJ/2020. Ainda considerando este mesmo cenário de chuvas e a interligação com a bacia do rio Paraíba do Sul, o volume útil armazenado poderá atingir valores em torno de 55% em 31 de julho de 2020, situação semelhante quando comparada ao mês de julho de 2019 (54% de armazenamento), finalizando o trimestre MJJ na faixa “Atenção”.

Para maiores informações, consulte o Boletim da Situação atual e projeção hidrológica para o Sistema Cantareira – Abril de 2020 (http://www.cemaden.gov.br/situacao-atual-e-projecao-hidrologica-para-o-sistema-cantareira-30042020/).

[1] O PDM/Cemaden é um modelo probabilístico baseado na umidade do solo e utiliza como entradas a precipitação e a evapotranspiração potencial para estimar a vazão.

Reservatório de Três Marias, Bacia do Rio São Francisco

Na bacia afluente à Usina Hidrelétrica (UHE) Três Marias, no alto São Francisco, foram registrados 57 mm de precipitação, em abril de 2020, correspondente a 89% da média histórica (1983-2019: 64 mm). A média de vazão nesta bacia atingiu o valor de 650 m³/s, aproximadamente, 97% da média para o mês de abril (667 m3/s). O armazenamento no reservatório de Três Marias atingiu 97,6% em 30 de abril de 2020, valor superior ao registrado em 30 de abril de 2019 (81,2%).

De acordo com as projeções hidrológicas para o trimestre MJJ de 2020, apresentadas na Figura 2a, em um cenário hipotético de chuvas na média climatológica, a vazão afluente poderá atingir cerca de 83% da média histórica (323 m³/s), sendo essa situação mais favorável em comparação ao trimestre MJJ de 2019 (75% da média). Adicionalmente, em um cenário de precipitação na média histórica e considerando uma vazão defluente igual a 450 m3/s nos meses de maio e junho, e igual a 630 m3/s no mês de julho de 2020, o reservatório poderá atingir valores de, aproximadamente, 84% do volume útil no final de julho de 2020.

Maiores informações podem ser encontradas no Boletim da Situação Atual e Projeção Hidrológica para o Reservatório Três Marias – Abril de 2020 (http://www.cemaden.gov.br/situacao-atual-e-projecao-hidrologica-para-reservatorio-tres-marias-06052020/).

Reservatório de Serra da Mesa, Sistema Araguaia-Tocantins

Na bacia afluente a usina hidrelétrica Serra da Mesa, no alto do Rio Tocantins, em abril de 2020, a precipitação foi 139 mm, correspondente a 31% acima da climatologia. Sua média de vazão foi 1.194 m³/s, valor 31% superior à média histórica para o mês de abril, e o reservatório operou com 35% de armazenamento em 30 de abril de 2020.

Segundo as projeções hidrológicas para o trimestre MJJ de 2020, apresentadas na Figura 2b, em um cenário hipotético de chuvas na média climatológica, a vazão ficará em torno de 5% acima da média histórica do período, situação mais favorável que no trimestre MJJ de 2019 (76% da média).

Considerando o mesmo cenário de chuvas e uma vazão defluente igual a 300 m³/s, o reservatório poderá atingir 36% do volume útil no final de julho de 2020. Maiores informações podem ser encontradas no Boletim da Situação Atual e Projeção Hidrológica para o Reservatório Serra da Mesa – Abril de 2020 (http://www.cemaden.gov.br/situacao-atual-e-projecao-hidrologica-para-o-reservatorio-de-serra-da-mesa-bacia-do-rio-tocantins-04052020/).

Figura 2 – Histórico e cenários (maio a setembro 2020) de vazão natural média mensal (m³/s) aos reservatórios de Três Marias (a) e Serra da Mesa (b).

Seca na Região Sul do Brasil

A região Sul do Brasil vem sofrendo, desde 2019, com chuvas abaixo da climatologia, por meses consecutivos, que resultaram na redução das vazões dos rios. Atualmente, estas apresentam valores em torno dos mínimos históricos, e consequentemente, ocorreu uma severa diminuição do nível dos reservatórios, causando impactos na geração de energia elétrica e no abastecimento de água principalmente nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Na bacia afluente a usina hidrelétrica de Itaipu, localizada no Rio Paraná – Santa Catarina, apresentou vazão média

Na bacia afluente a UHE Itaipú, localizada no Rio Paraná – Santa Catarina, apresentou uma média de vazão  afluente de 7.389 m³/s, correspondente a 63% da média histórica para o mês de abril (11.643 m3/s para o período 1993-2019), valor inferior à vazão mínima registrada (8.614 m3/s em 2019). A vazão média afluente à usina hidrelétrica Segredo (Gov. Ney Aminthas de Barros Braga), localizada no Rio Iguaçu – Paraná, foi 134 m³/s, aproximadamente 16% da média histórica para o mês de abril (836 m3/s no período de 1993-2019), e o armazenamento médio atingiu 13% do volume útil, menor média mensal do histórico. Adicionalmente, na bacia de drenagem da UHE Passo Real, localizada no Rio Jacuí – Rio Grande do Sul, a média de vazão afluente foi 42 m³/s, representando 27% da média histórica do mês de abril (157 m3/s), e o armazenamento médio atingiu 33% em abril de 2020, menor média mensal do histórico.

Projeções de Vazão para a Bacia do Rio Amazonas       

No mês de abril de 2020 o Rio Madeira apresentou gradativa redução e encontra-se em período de vazante. A previsão estendida até julho de 2020 (Figura 3a), aponta para níveis do Rio dentro da média climatológica (linha pontilhada).

Por outro lado, o Rio Solimões (Figura 3b), próximo ao ponto de confluência com o Rio Negro, apresentou aumento de vazão durante o mês de abril, conforme previsto no boletim referente a este mês. O Rio Solimões está passando pelo período de máxima vazão climatológica e evoluindo para vazões acima do normal para esta época do ano, principalmente a partir de meados do dia 25 de maio.

Por ser de grande porte, o Rio Solimões regula o nível em Manaus por efeito de remanso e por esse motivo merece ser acompanhado durante os próximos meses.

Figura 3 – Previsão sazonal (4 meses) de vazão (m³/s) segundo o modelo GloFAS acoplado ao modelo meteorológico do European Centre for Medium-Range Weather Forecasts (ECMWF), para o Rio Madeira em Porto Velho (a) e Rio Solimões (b).

IMPACTOS NA VEGETAÇÃO E AGRICULTURA

Índice Integrado de Seca (IIS): observado para o mês de abril de 2020 e projeção para o mês de maio de 2020 em todo o Brasil

De acordo com o Índice Integrado de seca (IIS) para o mês de abril de 2020 (Figura 4a), houve intensificação da seca principalmente na Região Sul do país, com a ocorrência de seca extrema e excepcional em grande parte do Estado do Rio Grande do Sul.

Em cenário mais crítico, considerando chuvas 30% abaixo da média (Figura 4b), o IIS para o mês de maio de 2020 indica intensificação das condições de seca em estados das Regiões Centro-Oeste e Sudeste do Brasil, sobretudo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e São Paulo. Na Região Sul, é apontada a permanência das condições de seca nos três estados, com intensidade variando entre moderada a excepcional.

Por outro lado, em cenário considerando chuvas 30% acima da média (Figura 4c), o IIS para o mês de maio aponta para uma atenuação das condições de seca na Região Norte, mas ainda com ocorrência de seca moderada a extrema nos estados do Centro-Sul do país.

Figura 4 – Índice Integrado de Seca (IIS) para todo o Brasil, observado no mês de abril de 2020 (a) e projeções para o mês de maio de 2020, considerando um cenário de chuvas 30% abaixo (b) e 30% acima da climatologia (c).

Impactos da seca na produção agrícola de sequeiro – região Sul do Brasil e São Paulo

Para a região Sul, o IIS para o mês de abril (Figura 5a), mostra que houve intensificação da seca na região, principalmente no Estado do Rio Grande do Sul (RS), variando de moderada à excepcional. Em decorrência da severidade da seca associada às elevadas temperaturas observadas em toda a região, perdas significativas na agricultura têm ocorrido nos três estados da Região Sul.

No Estado do Paraná, as lavouras de milho 2ª safra tem sido prejudicada, conforme informações do Departamento de Economia Rural (Deral). Segundo dados do Boletim Agropecuário Epagri/Cepa de abril de 2020, no Estado de Santa Catarina, as regiões de Curitibanos e Campos de Lages (situadas na área com as maiores intensidades de seca do estado) foram as mais prejudicadas, com redução de cerca de 25% e 43% na produtividade do milho e de 21% e 28% na produtividade da soja, respectivamente. Para o estado, é esperada uma redução de cerca de 277 mil toneladas na produção de milho e de 108 mil toneladas na produção de soja, em relação à safra anterior. Há, ainda, os prejuízos às lavouras de feijão 2ª safra, em fase de floração na maior parte das lavouras do estado. No Rio Grande do Sul, também houve grandes perdas nas culturas de soja e milho, em diversas regiões. Conforme dados da Emater/RS-Ascar, destacam-se as elevadas perdas na produtividade de soja em regiões como Santa Rosa (superiores a 70% em algumas áreas), Santa Maria (57%), Pelotas (50%), Lajeado (47%) e Caxias do Sul (40%). No município de Constantina, em condição de seca severa no mês de abril, a perda nas lavouras de soja foi de 40% (sendo superior a R$ 22 milhões e 16 mil toneladas), segundo informações da Emater/RS-Ascar e Prefeitura de Constantina. Houve, também, perdas significativas na produtividade do milho, nas regiões de Bagé (chegando a 85% em algumas áreas), Soledade (51%), dentre outras. Além destas perdas, prejuízos às lavouras de feijão 2ª safra e às pastagens têm sido observados, e os produtores prejudicados continuaram a solicitar a cobertura do Proagro (Programa de Garantia da Atividade Agropecuária), segundo a Emater/RS-Ascar.

Considerando os cenários (abaixo e acima), o IIS projetado para o mês de maio mostra condição de déficit hídrico na maior parte dos municípios do RS (Figura 5b e 5c), principalmente na porção central do Estado. Tal cenário reflete a falta de chuva ocorrida nos últimos meses bem como as temperaturas mais elevadas. Para o estado do Paraná, em um cenário de 30% abaixo da média, observa-se condições de seca variando de moderada a extrema. Por outro lado, o cenário 30% acima da média, condição mais otimista, mostra perda na intensidade da condição de seca, variando de fraca a severa.

Figura 5 – Índice Integrado de Seca (IIS) para todo o Brasil, observado no mês de abril de 2020 (a) e projeções para o mês de maio de 2020, considerando um cenário de chuvas 30% abaixo (b) e 30% acima da climatologia (c).

Para o estado de São Paulo, o IIS para o mês de abril (Figura 6a) mostra condições de seca variando de fraca e extrema. Em um cenário mais crítico, considerando chuvas 30% abaixo da média (Figura 6b), o IIS para o mês de maio de 2020, indica para a região central do estado, condições de seca severa a extrema. Por outro lado, em um cenário considerando chuvas acima de 30% da média (Figura 6c), o IIS para o mês de maio aponta para atenuação das condições de seca em grande parte do estado, mas ainda com ocorrência de seca moderada a severa em municípios da parte central do Estado.

Figura 6 – Índice Integrado de Seca (IIS) para a região sul, observado para o mês de fevereiro de 2020 (a) e projeções para o mês de março de 2020, considerando um cenário de chuvas 30% abaixo (b) e 30% acima da climatologia (c). Índice Integrado de Seca (IIS) para o estado de São Paulo, observado no mês de abril de 2020 (a) e projeções para o mês de maio de 2020, considerando um cenário de chuvas 30% abaixo (b) e 30% acima da climatologia (c).

CONDIÇÕES DE SECAS E IMPACTOS: ABRIL/2020

[2] A sigla MLT significa Média de Longo Termo ou, em outras palavras, média que representa a situação observada por longo período, geralmente igual ou maior que 30 anos.

CONDIÇÕES DE SECAS E IMPACTOS: POSSÍVEIS CENÁRIOS

NOTAS EXPLICATIVAS

Índice Integrado de Seca (IIS)

O Índice Integrado de Seca (IIS) consiste na combinação do Índice de Precipitação Padronizada (SPI) com o Índice de Suprimento de Água para a Vegetação (VSWI) ou com o Índice de Saúde da Vegetação (VHI), ambos estimados por sensoriamento remoto. O SPI é um índice amplamente utilizado para detectar a seca meteorológica em diversas escalas temporais e pode ser interpretado como o número de desvios padrões nos quais a observação se afasta da média climatológica. Um valor negativo de SPI representa condições de déficit hídrico, nas quais a precipitação é inferior à média climatológica. Um valor positivo de SPI representa condições de excesso hídrico, que indicam precipitação superior à média histórica. Para integrar o IIS, o SPI é calculado a partir de dados observacionais de precipitação disponíveis no CEMADEN, no Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e Centros Estaduais de Meteorologia.

Para a compilação do IIS, os dados de SPIs, na escala de 6 meses, e o VSWI ou VHI são reclassificados e compatibilizados de forma que as classes de ambos os índices traduzam as mesmas intensidades de seca, as quais variam de fraca à excepcional.  O IIS é calculado mensalmente e apresentado com diferentes classes para as intensidades de seca.

Índice de Suprimento de Água para a vegetação (VSWI)

O VSWI é calculado a partir do Índice de Vegetação da Diferença Normalizada (NDVI, sigla em inglês) e da temperatura da superfície, ambos do sensor MODIS a bordo dos satélites Terra e Aqua, disponibilizadas pelo Earth Observing System (EOS/NASA). O VSWI indica condição de seca quando o valor do NDVI é baixo (baixa atividade fotossintética) e a temperatura da vegetação é alta (estresse hídrico). Portanto, o índice é inversamente proporcional ao conteúdo de umidade do solo e fornece uma indicação indireta do suprimento de água para a vegetação.

Índice de Saúde da Vegetação (VHI)

O VHI é calculado a partir do Índice de Condição da Vegetação (VCI) e do Índice da Condição da Temperatura (TCI). O VCI é a normalização do NDVI, utilizado para avaliar a densidade da vegetação em relação às condições padrões, permitindo verificar a variabilidade espacial e temporal das condições da vegetação, assim como quantificar o impacto dos eventos extremos.  O TCI é considerado um indicador de estresse térmico. A umidade do solo é reduzida em um evento de seca, causando estresse térmico na vegetação. O TCI permite identificar mudanças sutis na saúde da vegetação devido a efeitos térmicos. À medida que a seca se intensifica, a umidade do solo é reduzida causando o aumento da temperatura de brilho.

Diretor do Cemaden: Osvaldo Luiz Leal de Moraes

Coordenador Responsável: José A. Marengo

Revisor Científico desta Edição: José A. Marengo

Colaboradores: Adriana Cuartas, Ana Paula Cunha, Ana Paula dos Santos, Conrado Rudorff, Daniela França, Elisângela Broedel, Fabiani Bender, Karinne Deusdará-Leal, Lidiane Costa, Marcelo Seluchi, Marcelo Zeri, Márcio Moraes, Rafael Luiz, Valesca Fernandes, Vinicius Sperling

NOTAS IMPORTANTES:

1. Os relatórios com informações mais detalhadas sobre a situação atual das principais reservas hídricas e condições de seca em todo o País, bem como as projeções hidrológicas e possíveis cenários de impactos da seca, encontram-se disponíveis e atualizados no Website do Cemaden (https://www.cemaden.gov.br).

 2. As informações/produtos apresentados não podem ser usados para fins comerciais, copiados integral ou parcialmente para a reprodução em meios de divulgação, sem a expressa autorização do Cemaden/MCTIC e dos demais órgãos com os quais o Cemaden mantém parcerias. Os usuários deverão sempre mencionar a fonte das informações/dados da instituição como sendo do Cemaden/MCTIC. Ressaltamos que a geração e a divulgação das informações/produtos consideram critérios de qualidade e consistência dos dados.

 3. Registramos, ainda, que os dados da rede de monitoramento de desastres naturais disponibilizados via Mapa Interativo no website do Cemaden não passaram por nenhum tratamento, portanto poderá haver inconsistências nesses dados.

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