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Boletim de Impactos do Cemaden aponta situação mais crítica para o Cantareira

O relatório do Cemaden apresenta os possíveis impactos relacionados à previsão climática sazonal para o trimestre – decorrentes de extremos pluviométricos (níveis de chuvas) – os quais possam ocasionar impactos na agricultura e nos recursos hídricos em todo o País. As informações são apresentadas em linguagem científica mais simplificada, para o público em geral, que atua em atividades envolvendo recursos hídricos, agricultura familiar, pecuária, pesca, turismo, Defesas Civis, entre outras, mostrando possíveis impactos socioeconômicos.

A primeira edição do Boletim Mensal de Previsão de Impactos do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), relacionados à previsão climática sazonal para o trimestre de agosto-setembro e outubro de 2018, divulgado nesta quarta-feira (01), mostra as projeções das vazões afluentes ao Sistema Cantareira e aos reservatórios de Três Marias (MG) e de Serra da Mesa (Goiás), bem como os cenários mais prováveis para os açudes monitorados no semiárido da Região Nordeste e os impactos na agricultura de sequeiro. A situação mais crítica é do Sistema Cantareira, cuja vazão dificilmente alcançará os valores médios, nos próximos três meses.

“ Mesmo com as chuvas dentro e acima da média, nos próximos três meses, a vazão afluente ( quantidade de água que entra no reservatório) ficará abaixo do normal.”, explica o coordenador-geral de Operações e Modelagens, meteorologista Marcelo Seluchi e complementa “Como o próximo trimestre é estação de seca, com pouca chuva, o cenário mais provável é a queda do volume armazenado nos reservatórios.”

O monitoramento do Sistema Cantareira – um dos sistemas que abastecem a região metropolitana de São Paulo – atingiu 45,4% do volume útil no dia 15 de junho deste ano, valor inferior ao mesmo período de 2013, que atingiu 57,9%, ano anterior à crise hídrica. Nas projeções, o volume útil armazenado ficaria em torno de 31,2%, no final de setembro deste ano, abaixo do volume do final  setembro de 2017,que foi de 51,6%.

 Projeções das Reservas Hídricas de Açudes Monitorados do Semiárido Brasileiro

No caso dos reservatórios monitorados na Região Nordeste, mesmo que as chuvas ocorram em torno da média histórica, a situação permanecerá crítica, porém menos desfavorável que em outubro do ano anterior.

Agricultura de Sequeiro da Região Semiárida (calendário de plantio entre os meses de abril a junho)

Para a agricultura de sequeiro no semiárido brasileiro, haverá uma atenuação do número de municípios em condição de seca agrícola seja num cenário de chuvas 25% acima da média ou em torno da média climatológica para o trimestre agosto-setembro e outubro de 2018.

Considerando o Índice Integrado de Seca (IIS), para o mês de julho desse ano e um cenário de chuvas 25% acima da média climatológica para o trimestre ASO/2018, espera-se que ocorra uma atenuação do número de municípios em condição de seca agrícola. Por outro lado, considerando um cenário de chuvas 25% abaixo do normal, a produtividade agrícola poderá ser afetada em 100 municípios localizados na zona da mata e agreste.

Mais informações sobre o Boletim Mensal de Previsão de Impactos estão disponibilizadas no site do Cemaden, pelo endereço :  http://www.cemaden.gov.br/boletim-de-impactos-do-cemaden-30-07-2018/

 (Fonte: Ascom-Cemaden)

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